Movimento para Desenvolvimento de São Vicente acusa a Câmara de gestão danosa do património público

2/09/2019 16:00 - Modificado em 2/09/2019 22:49

O Movimento para Desenvolvimento de São Vicente junta a sua voz ao grupo de apoio à enseada de corais da Praia da Laginha, na defesa desta enseada que se “encontra em risco de sofrer sérios danos”, por causa do canal de águas pluviais construído pela Câmara Municipal de São Vicente “sem o devido estudo de impacto ambiental”.

Em conferência de imprensa convocada esta manhã no Mindelo, Maurino Delgado, porta-voz do movimento, diz que o referido canal, na prática, não resolveu o problema da praia da Laginha, só serviu para “dar cabo da enseada de corais”, na sequência de estudos fitos há pressa sem a necessária ponderação e competência técnica.

Delgado critica, também, a posição do Ministério da Agricultura e Ambiente, que sabendo que esta obra não tem estudo de impacto ambiental e sendo um assunto de domínio público e com autoridade na área, não mandou averiguar as denúncias que vem sendo feitas nesse sentido.

Também acusa “a Assembleia Municipal, como entidade fiscalizadora das actividades da Câmara ainda não ter um posicionamento”. Por outro lado, “os deputados pelo círculo eleitoral de São Vicente que até agora, depois de mais de um ano de alertas, feito pelo grupo de apoio da defesa do coral, não terem feito um posicionamento sobre este assunto”.

Segundo o porta-voz deste movimento, há mais de um ano e sob diversas formas, este grupo vem denunciando a situação e por estranho que pareça as entidades diretas e indiretamente responsáveis pelo problema até então não fizeram nada para corrigir o erro cometido.

“Temos uma Câmara que não respeita a lei, não leva em consideração a opinião de especialistas na área e não tem em devida conta a vontade pública e não está em sintonia com as grandes preocupações da humanidade para a defesa do ambiente e do clima no planeta” reitera este ativista social, que considera esta situação preocupante.

“A ilha de São Vicente corre o risco de perder um sítio emblemático, não só por sua diversidade e beleza ambiental, mas também por ser um laboratório de diversidade de investigação científica em várias áreas. Um local de lazer e educação ambiental e de interesse turístico, logo fonte de interesse económico”, destaca Maurinho Delgado.

Portanto, Delgado argumenta que existe uma clara violação da lei do ambiente.

E que por ser um dos pilares importantes do desenvolvimento de Cabo Verde, a orla marítima deveria ser melhor preservada. No entanto, ao contrário do que seria de esperar, refere Maurinho Delgado, ela está sendo maltratada e hipotecada.

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