Casa Para Todos: Governo quer facilitar a venda das casas classe B e C

28/08/2019 23:50 - Modificado em 28/08/2019 23:50

De acordo com o governo, no âmbito do programa implementado pelo Governo anterior (PAICV), foram construídas até agora mais cinco mil casas, das quais cerca de três mil são da classe A e que já foram entregues às câmaras municipais para serem distribuídas a agregados familiares de baixa renda.

As restantes são da classe B e C e destinadas a venda livre no mercado, e até ao momento, menos da metade já foram vendidas. Estando neste momento cerca de duas mil para serem vendidas.

Segundo Eunice Silva, ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, o preço, mas pela localização e falta de rede de esgotos de alguns dos prédios, tem sido os factores que tem dificultado as vendas.

Por isso, para ajudar nas vendas destas moradias, o Governo, em negociação com as “câmaras municipais no sentido de encontrar uma saída que pode passar pelo subsídio do Governo para baixar o preço e permitir ao IFH, vender as casas”.

“A avaliação que fazemos é o seguinte: se só 15% da população cabo-verdiana é que tem condições de comprar uma casa, cujo valor é 2800 contos”, por isso questiona “como é possível vender casas a 5000 contos no programa Casa para Todos” que é o custo da casa do programa Casa para Todos.

A solução passa pelo subsídio das moradias para que a venda seja acelerada e vender por “três mil ou por dois ou quatro mil”.

Segundo a ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva, este poderá ser uma das saídas para agilizar a venda das casas e garantir que a Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH), enquanto empresa que tem a responsabilidade de pagar a dívida contraída para a construção das casas, tenha condições para o fazer.

“Casa para Todos” é um programa de habitação social financiado através de uma linha de crédito de 200 milhões de euros, concedida pelo governo português e que prévia a construção de cerca de 8000 habitações de cariz social para suprir, em parte, o défice habitacional existente em Cabo Verde.No entanto, os problemas financeiros surgidos durante a implementação do programa levaram a redução do número de casas para 6000, mas foram concluídos pouco mais de cinco mil.

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