São Vicente/Santo Antão: Utentes descontentes com serviço prestado na linha marítima ameaçam com manifestação

28/08/2019 00:27 - Modificado em 28/08/2019 00:27

A linha marítima São Vicente/Santo Antão, a mais movimentada do país, vive dias difíceis, pelo que os utentes clamam por melhorias urgentes, com a introdução de uma outra embarcação capaz de ajudar a suprir a demanda de passageiros e cargas entre as duas ilhas. Os utentes ameaçam com uma manifestação se a situação se mantiver inalterada.

Nos primeiros dez dias da entrada em funcionamento nas rotas marítimas, a CV Interilhas faz um balanço positivo e mostra-se satisfeita com o transporte de 21 mil passageiros durante este período. Por outro lado, os utentes da linha São Vicente/Santo Antão mostram-se descontentes e indignados com o serviço prestado até ao momento.

Tanto no caís do Porto Novo em Santo Antão, como no caís de Cabotagem do Porto Grande de S. Vicente, as situações são idênticas. Os utentes aguardam longos períodos nas filas, sem saber se conseguem viajar ou não devido a limitação de passagens.

Uma situação inusitada, numa altura em que entrou em vigor recentemente a nova concessão dos serviços das rotas marítimas, sob a responsabilidade da CV Interilhas, mas que segundo os utentes esta situação terá que ser resolvida senão o caminho será uma grande manifestação.

“Um caos. Satisfeitos porque estão sempre a ganhar. Agora aqueles que ficam em terra por falta de passagem, será que estão satisfeitos? Aqueles que precisavam viajar no dia (x) e que só o fizeram no dia (y), será que estão satisfeitos?” Questiona Hélder Loiola.

Para João Delgado, ainda não se viu nenhuma melhoria, pelo contrário parece que se recuou no tempo. “Estamos abandonados. Ninguém nos sabe dar uma informação concreta. Mas prometemos que vamos tomar uma decisão e partir para uma manifestação, para tentar mudar o rumo das coisas” garante este utente.

“Sempre pensei que com a entrada em vigor de uma nova concessionária a situação iria melhorar, pois quando há mudanças o intuito é melhorar o serviço antes prestado. O pior é que não se vê o Governo posicionar-se sobre como resolver este problema. Nesta época alta não se pode ter um serviço a ser prestado desta forma. Para nós os condutores é uma situação que nos deixa apreensivos porque transportamos produtos que precisam chegar urgentemente ao destino, sob pena de ficaram perdidos. Se a situação continuar partiremos sem dúvida para uma manifestação” vinca o condutor Júlio Lopes.

Uma situação que promete continuar a gerar grande polémica no seio dos passageiros que diariamente têm a linha marítima São Vicente/Santo Antão, como uma forma de ganhar o seu sustento e que ameaçam partir para uma manifestação caso a situação não for resolvida atempadamente.

Recorde-se que em tempos bem recentes a linha era servida por três embarcações: “Inter-ilhas, Liberdadi e Armas.

No entanto, nesta terça-feira, a Cabo Verde Interilhas (CVI), nova empresa concessionária do transporte marítimo, deu início a quatro viagens diárias de (ida e volta) na linha São Vicente/Santo Antão, até o mês de setembro.

Assim, de acordo com a nova programação da CVI, o navio Inter-Ilhas parte de São Vicente às 07:00, 11:00, 15:00 e 18:30. No sentido inverso, o barco parte do Porto Novo, Santo Antão, às 09:00, 13:00, 17:00 e 20 horas.

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