Campanha “Menos Álcool Mais Vida”: Publicidade uma ferramenta agressiva que incita o consumo de álcool

28/08/2019 00:09 - Modificado em 28/08/2019 00:09

A publicidade parece ser um relevante fator que conduz ao consumo de álcool, isso porque segundo os promotores da campanha “Menos Álcool Mais Vida”, a sua utilização continua a repercutir-se muito negativamente na promoção de uma marca de bebida alcoólica que procura aliciar crianças e jovens para o consumo desse produto.

Estes adiantam ainda que o facto de as pessoas reagirem a esta situação,denunciando-a, é muito positivo. Isso demonstra que estão atentas e consideram que o estímulo ao uso de bebidas alcoólicas é um atentado à saúde pública, à estabilidade da família e à coesão social.

Por isso, adianta que “o uso abusivo de bebidas alcoólicas continua, entre nós, a ter consequências nefastas, figurando entre as principais causas de morte e de doença e a estar envolvido nas diversas formas de violência, incluindo o abuso sexual de menores.”

Relembre-se que recentemente foi aprovada uma nova lei que regula o consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos, e que esta inclui a restrição de publicidade e promoção de bebidas alcoólicas.

No entender dos promotores da campanha “Menos Álcool Mais Vida”, estes não duvidam que a fiscalização da sua aplicação é um dos seus aspectos centrais e, por isso, deve-se conceder a maior importância, mas para além do inadiável reforço técnico e institucional da fiscalização, há que ter em conta que o principal fiscal deve ser o cidadão, uma vez que o objetivo central da lei é a proteção da saúde do cabo-verdiano.

“Este deve auxiliar o sistema de fiscalização, criticá-lo, quando necessário, mas sempre numa base realista e informada. Nesse quadro, não consideramos adequado criticar os fiscais pela existência da publicidade em apreço. Na realidade, uma vez que a nova lei ainda não entrou em vigor, a publicidade de bebidas alcoólicas não pode ser proibida, o que não impede a análise de possíveis infrações, nela contidas, à luz da lei ainda em vigor, o que está a ser feito”.

Portanto, considera que a agressividade da referida publicidade, que, eventualmente, poderá ser objeto de procedimento judicial, contem dois aspetos que convém destacar.

“Por um lado, traduz a crença segundo a qual essa atividade é um importante instrumento indutor de comportamentos propiciadores de lucros, independentemente dos males que possam causar e por outro a obsessão de aproveitar da forma mais agressiva possível, o tempo que resta até a entrada em vigor da lei que interdita todo o tipo de publicidade de bebidas alcoólicas, a 5 de outubro próximo”.

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