São Vicente: Dezasseis formandos recebem certificação em artes com cabedal

22/08/2019 23:46 - Modificado em 22/08/2019 23:46

Terminou esta quinta, em São Vicente, com a entrega de certificados, o curso de artes em cabedal promovido pelo atelier Beto Diogo, que durante um mês ministrou, no Centro Social de Ribeira Bote, em parceria com a Associação Abraço e financiado pelo Ministério da Família e Inclusão Social, uma formação que teve como objetivo empoderar e capacitar a auto sustentabilidade a jovens da associação e também membros da comunidade que nele participaram.

Para os formandos que participaram nesta iniciativa, este curso veio mesmo a calhar e trás muitos benefícios. Segundo Paulo Gomes, o leque de aprendizado foi enorme e constitui para si mais um complemento que irá utilizar na sua profissão como sapateiro.

“Apreendemos muitas coisas. Foi-nos dado uma base de como trabalhar melhor o cabedal e como sapateiro agora irei juntar estas duas partes e criar o meu estilo. Foi uma bênção e conseguirei trabalhar melhor e com trabalhos de maior qualidade”, diz Paulo Gomes.

Sónia Coimbra também formanda, diz que com esta formação e o que aprendeu irá colocar na prática e será uma grande ajuda para o seu sustenho e da sua família.

A trabalhar em casa, devido a problemas de saúde da sua mãe e irmão deficiente e com filhos menores, quer com isso começar a fazer novos trabalhos e com estas valências adquiridas durante este mês, transformá-las numa forma de auto sustento.

Uma ideia que partiu da Associação Abraço e que num primeiro momento tinha como público-alvo pessoas seropositivas. O projeto foi alargado a outras pessoas da comunidade e visa capacitar aos participantes a autossustentabilidade, dando ferramentas para serem “independentes” e também teve como objetivos, conforme Ailton Lima, “promover a igualdade e equidade e combater o estigma da discriminação em relação a pessoas portadoras do VIH-Sida.

Ainda durante o evento, foi apresentado o projeto “Mais Arte Menos Álcool”, que o atelier Beto Diogo, através do projeto atelier móvel, vem apresentando em várias localidades cujo objetivo é sensibilizar os jovens quanto ao uso abusivo do álcool e outras drogas.

Para Beto Diogo, é a sua “contribuição contra o alcoolismo usando arte em primeira mão”. Do projecto também consta uma campanha de resgate de “muitos artistas que estão mergulhados no alcoolismo e drogas”.

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