Cabo Verde Inter-ilhas: Prioridade aos passageiros

19/08/2019 23:49 - Modificado em 19/08/2019 23:49
| Comentários fechados em Cabo Verde Inter-ilhas: Prioridade aos passageiros

Numa cerimónia oficial para marcar o início das operações de ligação marítima inter-ilhas de passageiros e cargas, realizada no Mindelo, São Vicente, a nova empresa que irá gerir estes serviços, a Cabo Verde Inter-ilhas (CVI), garante que a empresa irá priorizar o transporte de passageiros em relação a cargas.

Na sua intervenção, o Secretário de Estado da Economia Marítima, Paulo Veiga, afirmou que com o início da operação marítima inter-ilhas foram criadas todas as condições, para ter, agora, um país mais coeso. “Com melhor mobilidade para todos e ao serviço de todos”.

Por sua vez, durante a sua intervenção, o administrador executivo da CVI, Paulo Lopes, traçou as linhas gerais sobre com irá funcionar esta concessão única, dizendo “quase duplicamos as ligações semanais. De 48 ligações passamos para 92”.

Das melhorias imediatas, estas far-se-ão notar na regularidade, pontualidade e fiabilidade do serviço. Bem como nas questões de segurança, serviço de informação, acompanhamento e assistência ao cliente.

Explicou  ainda que apesar de terem começado com a frota existente, planeiam, para Outubro, alargar a mesma com a entrada em serviço de mais um navio. “No primeiro semestre de 2010 iremos reavaliar a substituição dos navios Kriola e Liberdadi. E com base na experiência do navio introduzido em Outubro deste ano, pretendemos a substituição do Praia d’Aguada e do Inter-ilhas”, adiantou o administrador executivo da CVI.

Para o Secretario Estado da Economia Marítima, Paulo Veiga, em Cabo Verde os transportes marítimos devem ser encarados e assumidos como um factor e coesão social e facilitador ao desenvolvimento de outras actividades económicas como por exemplo, o turismo, a agricultura, comércio, indústrias, entre outras.

Portanto, o governo determinou a implementação dos serviços públicos de transportes marítimos inter-ilhas, que vai, no seu entender, garantir de forma “eficiente a mobilidade de passageiros e cargas e garantir a unificação do mercado nacional, trazendo uma nova dinâmica à economia e a criação de novas oportunidades de negócios”, refere Veiga.

Paulo Veiga explica que as rotas de conexão e as várias frequências foram concebidas de acordo com os critérios técnicos e económicos e de serviço público.

“Esta concessão terá um período de transição de dois anos, durante a qual todas as embarcações que operam em Cabo Verde terão de obedecer aos critérios técnicos de certificação que estão sendo instituídos” enfatiza o governante, assegurando que a inovação, modernização e um sistema logístico eficiente são objectivos do serviço público de transporte marítimo inter-ilhas e é extensivo a todas as lhas.

Sobre a sua participação no concurso, a Transinsular afirma que na base desta está a sua presença de mais de tinta anos no país. E, com este serviço, pretende estreitar os laços com o país e pelo impacto socioeconómico, mas também pela experiência de mais de 80 anos no shipping, na logística, nas operações portuárias e na gestão de projectos e pela experiência de décadas em mercados insulares, como são os casos dos Açores e da Madeira.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2019: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.