Mais de 150 trabalhadores humanitários atacados este ano. Há 57 mortos

19/08/2019 23:07 - Modificado em 19/08/2019 23:07

Cinquenta e sete trabalhadores humanitários morreram desde o início deste ano em ataques que atingiram um total de 156 destes profissionais, depois de 2018 ter sido o segundo ano mais violento, segundo a Organização das Nações Unidas.

Até agora, em 2019, um total de 156 trabalhadores humanitários foram vítimas de ataques, com 57 mortos, 59 feridos e 40 raptados, disse hoje a secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Ursula Mueller.

Os dados foram revelados em Nova Iorque, no Dia Mundial da Ajuda Humanitária, para assinalar o trabalho diário dos mais de 500 mil profissionais que se dedicam á ajuda humanitária, dos quais 40% são mulheres, que correm riscos para socorrer pessoas vulneráveis.

O ano passado foi o segundo mais grave para os trabalhadores humanitários, depois de 2003, tendo-se registado um total de 405 vítimas de ataques: 131 mortos, 144 feridos e 130 raptados.

Ursula Mueller passou várias mensagens de como está “cada vez mais perigoso” realizar ajuda humanitária, devido a violações das leis e direitos internacionais.

Desde 2003, mais de 4.500 trabalhadores em missões humanitárias ficaram feridos, foram detidos, raptados ou mortos, o equivalente a 280 atacados por ano.

As Nações Unidas assinalam o dia 19 de agosto como o Dia Mundial de Assistência Humanitária em homenagem aos que perderam as suas vidas em Bagdad, em 2003.

A data assinalada sob o lema “Uma Humanidade” marca o aniversário do bombardeamento da sede das Nações Unidas, onde morreram 22 funcionários da ONU incluindo o chefe da Missão, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello.

Ursula Mueller disse que o número de vítimas é demasiado grande, com “demasiados trabalhadores humanitários a fazer o sacrifício máximo”.

Este ano, o Dia Mundial da Ajuda Humanitária é especialmente dedicado às mulheres, tendo a ONU lançado uma campanha de partilha de histórias no feminino para honrar e incentivar o trabalho das assistentes humanitárias.

Por Lusa

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