Cabo Verde com taxa de transmissão do VIH Sida de mãe para filho em menos de 3% desde 2013

13/08/2019 23:42 - Modificado em 13/08/2019 23:42
Foto: Inforpress

Em declarações feitas à margem da assinatura do protocolo entre a CV Telecom e a CCS-SIDA, a Secretária Executiva do Comité de Coordenação de Combate à Sida (CCS-SIDA), Maria Celina Ferreira, diz que “a prevenção da transmissão vertical do VIH é um dos grandes desafios de Cabo Verde assumidos em todos os quadros estratégicos de luta contra a Sida, desde 2006”. Este que tem como meta, a eliminação de transmissão do vírus de mãe para filho, no horizonte de 2020.

E para que essa seja uma realidade cada vez mais visível, Maria Celina Ferreira, citada pela Inforpress, lembra que mais de 90 % das grávidas têm serviços de aconselhamento e testes nas primeiras consultas, o que faz com que haja uma maior possibilidade de evitar a transmissão da doença.

Por sua vez José Luís Livramento, o PCA da CV Telecom, referiu que essa é a forma evitar que um bebé, desde a sua nascença, esteja marcado pela vida toda pelo vírus, isto durante o acto de assinatura do protocolo de cooperação com a CV Telecom, no âmbito do processo de prevenção da transmissão vertical do VIH- SIDA (Vírus da Imunodeficiência Humana), em que durante dois anos a CV Telecom vai apoiar a CCS –SIDA, anualmente, com 550 mil escudos.

Por sua vez, a vice-presidente da Rede de Pessoas Seropositivas, Josefa Rodrigues, afirmou que as pessoas que vivem com VIH em Cabo Verde são oriundas das camadas sociais mais desfavorecidas, afetadas por um baixo nível de escolaridade e pela fraca inserção no mercado do trabalho.

E que os desafios da Rede Nacional de Pessoas que vivem com VIH é também dar o seu contributo no alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) nas estratégias da ONU SIDA, “os três 90%”, contribuindo para a eliminação do HIV SIDA em Cabo Verde”, assegurou.

A Organização Mundial da Saúde traçou para o combate e redução da infecção do HIV/Sida de 2016 até 2020, e que se estriba naquilo que se designou por “Três 90% por cento”, ou seja, detetar 90 por cento dos infectados, dos quais 90% serão seguidos e cuidados, para que em 2020 a infeção seja “indetetável” em 90 por cento desses infectados que foram seguidos.

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2019: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.