Ébola. Autoridades congolesas anunciam cura através de novos medicamentos

13/08/2019 13:45 - Modificado em 13/08/2019 13:45

As autoridades sanitárias congolesas anunciaram hoje a cura de duas pessoas infetadas com o vírus do Ébola após 11 dias de tratamento em Goma, leste da República Democrática do Congo (RDCongo), numa prova da eficácia de novos medicamentos.

“É com grande alegria que anunciamos que entre os casos confirmados de Ébola em Goma, dois foram curados. Para nós é uma mensagem forte de que o Ébola é curável. Já há tratamento”, declarou Jean-Jacques Muyembe, coordenador da resposta contra o vírus na RDCongo.

O especialista congolês explicou que estão em estudo “dois tratamentos, o mAb114 e o REGN-EB3”.

“Trata-se de duas moléculas que iremos utilizar com base nos resultados que obtivemos até agora, em que se revelaram eficazes”, explicou o especialista e pioneiro na luta contra o Ébola.

As autoridades sanitárias norte-americanas, que cofinanciaram um estudo sobre o tratamento do vírus, indicaram na segunda-feira que os dois medicamentos aumentaram significativamente a taxa de sobrevivência de pacientes no quadro de um ensaio clínico na RDCongo.

Entre as cerca de 500 pessoas cujos dados foram analisados (de um total de 681 pacientes), a mortalidade caiu 29% com o REGN-EB e em 34% com o mAb114, especificou Anthony Fauci, diretor do Instituto norte-americano para as Doenças Infecciosas e Alergias. A taxa de mortalidade dos pacientes que não receberam quaisquer tratamentos foi de entre 60 e 67%.

Os dois tratamentos são constituídos por anticorpos monoclonais que intervêm na neutralização da capacidade do vírus infetar outras células.

Desde que a epidemia do vírus foi declarada no país, em 01 de agosto de 2018, já foram vacinadas 181.389 pessoas.

O Ébola transmite-se pelo contacto com fluidos corporais infetados e a rapidez do tratamento é determinante para as possibilidades de sobrevivência, mas muitas pessoas não acreditam que o vírus é real e optam por ficar em casa quando estão doentes, infetando quem cuida deles, alertam os profissionais de saúde.

Por Lusa

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