Arlindo do Rosário: “Criança não morreu por falta de transferência médica, mas devido a um problema complexo e grave”

13/08/2019 00:45 - Modificado em 13/08/2019 00:45
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Foto: Inforpress

O Ministro da Saúde, Arlindo do Rosário afirmou, nesta segunda-feira, que a criança de quatro anos, falecida em Mindelo, na quinta-feira passada “não morreu por falta de transferência médica”, mas devido a um “problema complexo e grave” que evoluiu rapidamente em dois meses.

Referindo-se à situação que está a gerar grande onda de contestação ao sistema de saúde em Cabo Verde, o responsável governamental pela pasta da Saúde, esclareceu que o Diretor Nacional da Saúde e a direção do Hospital Baptista de Sousa já explicaram os pormenores de todo o procedimento e o quadro clinico da criança.

Em declarações à Agência Cabo-verdiana de Noticias, Arlindo do Rosário afirmou que neste momento este caso, está gerando um “desvio de foco”, já que a criança morreu devido a um “câncer intestinal gravíssimo e que evoluiu rapidamente em dois meses”.

“Fizemos tudo o que era possível e o processo foi decidido e homologado no mesmo dia ou no dia seguinte, não há problema de atraso no processo” referiu o mesmo, citado pela mesma fonte. Neste caso assegurou que estavam à espera de uma resposta das entidades de Portugal “que também tem os seus problemas” garantissem vaga, reiterando que a parte cabo-verdiana “insistiu muito neste caso”.

O mesmo afiançou que pode tomar toda a culpa do mundo, “de consciência tranquila”, porque sabe do trabalho que está fazendo, sendo um homem de responsabilidades e pediatra. Nisto, garantiu que determinadas afirmações surgem no momento de “consternação, revolta e impotência” e que como entidade pública tem de estar “preparado para tudo isso”.

“Entendo este tipo de reação e estou focado nisso” vincou o ministro citado pela mesma fonte.Arlindo do Rosário, indicou que o Governo está a trabalhar para ter um hospital nacional de referência que dará um nível de respostas terciário a situações mais complexas de transferências de doentes, mas que será “um processo evolutivo” e que “não dará, seguramente todas as respostas”.

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