Festival da Baía das Gatas: Loony Johnson foi o destaque de domingo

12/08/2019 08:44 - Modificado em 12/08/2019 08:48

Cai o pano sobre a edição 35 do Festival Internacional de Música da Baía das Gatas, que durante três dias, foi visitado por milhares de pessoas. O festival que este ano homenageou os mindelenses, mais uma vez teve nota positiva para todos os intervenientes.

Loony Johnson foi a melhor actuação da noite. O artista cabo-verdiano, chegou e arrasou no palco do Baía das Gatas, com a sua vibrante e contagiante atuação, que recebeu do público o calor que lhe é característico e este devolveu a simpatia com “muito txero maleta”, aliado à sua energia contagiante.

Ele que trouxe consigo, o Rapaz 100 Juízo, William Araújo Kally Angel e mostraram que não é por acaso que Cabo Verde é “terra d’sabura”.

O último dia do festival, domingo, abriu e fechou ao som do Hip-Hop. O nacional e o internacional partilharam o mesmo palco, em horários diferentes. Primeiro, apesar do atraso, o projecto HIP HOP SKILLZ MUVIMENT, nome dado ao trio do estilo musical Rap da ilha e os Wet Bed Gang deram, à sua vez, um espectáculo para um público que respondeu em massa e encheu o areal vibrando efusivamente com os sons que vinham do palco, sobretudo os mais jovens.

O grupo SKILLZ MUVIMENT, que teve honras de abertura, considera que houve uma grande troca de energia. “Sabemos que o público de Baía é muito caloroso, nesta troca, que foi muito interessante e que superou as nossas expectativas. Foi incrível, simplesmente incrível”, declarou Revan Almeida no final do espectáculo.

A atuar logo de seguida, Yasmine, natural de Portugal, filha de pais guineenses, avós cabo-verdianos e libaneses, uma das vozes mais escutadas da música lusófona, quase sempre ao ritmo dos estilos Kizomba e Zouk, deliciou o público com temas já conhecidos, “Perfume”, “Esquece o Mundo”, “Nha Rei” e “Tu és um Erro”.

Uma actuação que a jovem cantora considera “inacreditável” e como sendo uma experiência “única” e que todos os artistas deveriam ter a oportunidade de pisar um palco como o da Baía. Sem palavras, quase foi a sua reacção, quando ouviu Baía a cantar as suas músicas. “Não estava a espera de ouvir Baía cantar comigo desta forma”, declarou a cantora.

Quem também deu espectáculo foi um Ricky Man enérgico que foi recebido de braços abertos pelo público presente no areal da Baía das Gatas, que mostrou ter gostado da troca de energias. “Foi uma experiência mais uma vez inesquecível”, disse o artista que trouxe “a reboque”, Dínamo e Djodje.

O ultimo dia do Festival Internacional de Música de Baía das Gatas, foi encerrado pela banda portuguesa Wet Bed Gang. Pela primeira vez no país, não estavam à espera que o público soubesse as suas músicas e que iria cantar com a banda até ao fim.

 Assim como os restantes dias, o certame, obteve a nota positiva dos participantes. Vários artistas de diferentes nacionalidades, subiram ao palco levando o público presente ao delírio. A organização, o público e as forças de segurança dão nota positiva.

A nível de segurança, segundo informações avançadas pela Polícia Nacional, registou-se um acidente com uma morte no primeiro dia e outro acidente com apenas danos materiais e outras ocorrências menos graves.

Durante três dias milhares de pessoas passaram pelo areal do Baía das Gatas, nesta que foi a 35 edição do evento, que este ano homenageou os mindelenses.

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