Trio de vozes cabo-verdianas brilha na primeira noite do Festival Baía das Gatas que teve na brasileira Ludmilla o ponto alto

10/08/2019 14:25 - Modificado em 10/08/2019 14:25

O primeiro dos três dias da 35ª edição do Festival da Baía das Gatas, ficou marcada por uma enchente jamais vista no areal numa sexta-feira, onde Cremilda Medina, Djocy Santos e Ceuzany, abriram com chave de ouro uma noite que a brasileira Ludmilla levou o público ao delírio.

Normalmente o primeiro dia de Festival leva pouca moldura humana ao areal da Baía, mas logo após o anúncio oficial do alinhamento da edição deste ano, viu-se que este dia ficaria marcada na história das sextas-feiras do festival.

Num festival que este ano homenageia os mindelenses, a primeira noite não poderia ter tido uma melhor abertura, senão pelas vozes da prata da casa. Cremilda Medina fez uma viagem pela morna, onde conseguiu encantar o público, que retribuiu com fortes aplausos, e não menos elegante a jovem prodígio da morna em Cabo Verde, afirmou que a nossa tradição é muito forte.

De seguida a estreante Djocy Santos, que está de volta a Mindelo, interpretou temas de sucessos como é o caso de “Bem ma Nôs”, e não tremeu aos pés do público que a recebeu com grande carinho. A primeira atuação ficou completa com chave de ouro a cargo de Ceuzany que ao seu estilo encantou os milhares presentes ao som de músicas que marcam a sua carreira até então.

Depois “das meninas” os Tabanka Djaz subiram ao palco com o som que lhes é bem característico. Pela reação do público durante o espetáculo, parecia que foi a bem pouco tempo que atuaram na Baía, mas é preciso recuar até ao ano de 1997, ou seja, a precisamente 22 anos. Numa mistura de músicas que marcam o percurso do grupo já com longos anos de estrada, Mikas Cabral, afirmou que foi difícil escolher um repertório para apresentar ao público.

O ponto alto da noite ficou a cargo da brasileira Ludmilla, que maravilhou o público sobretudo a camada mais jovem, com o ritmo brasileiro “Funk”, que parece estar já bem enraizado na cultura dos jovens mindelenses. Estes que entoaram com fulgor as músicas de maior sucesso desta jovem artista, que antes mesmo de subir ao palco os milhares presentes já entoavam as letras das músicas.

Um show de cerca de hora e meia, que fez tremer o areal e levou à loucura a multidão que a cada música parecia que tinha a letra na ponta da língua, o que deixou perplexa a cantora, que disse não estar à espera da calorosa receção que teve.

A primeira noite ficou fechada com a atuação de Ki-Mani Marley, filho do legendário Bob Marley. Este não ficou para trás e levou ao delírio o público mais afeto ao estilo Reggae, que não arredou pé até a última música, que entoou quando já passava das seis da manhã.

A noite deste sábado, segundo dia, leva ao palco Vasco Martins, Carnaval de São Vicente, Grace Évora, Beto Dias, Suzana Lubrano, Deejay Telio (Angola) e Davido (Nigéria).

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