Morte de Sharon Lopes: Hospital Baptista de Sousa diz que nenhuma responsabilidade lhe pode ser assacada

10/08/2019 11:21 - Modificado em 10/08/2019 11:21

A Direção Clínica do Hospital Baptista de Sousa (HBS) divulgou, na manhã deste sábado, um comunicado esclarecendo alguns pontos sobre a doença de padecia a menor Sharon Lopes, de 4 anos, que esteve dois meses à espera de ser evacuada para tratamento em Portugal e que acabou por falecer na noite de quinta-feira.

De acordo com a Direção Clínica, o hospital, no mais curto prazo possível, foram praticados os atos exigidos no âmbito de um processo de evacuação, por isso se o mesmo não teve a rapidez desejada, nenhuma responsabilidade lhes pode ser assacada.

Portanto, o resultado, que não se desejava, acabou por acontecer no dia 8 de Agosto, quinta-feira, “não sem que antes, numa conversa aberta com os familiares, se lhes desse a conhecer o que então já se mostrava inevitável”.

Perante isso o HBS, alega que de forma alguma, pode ser responsabilizado pelo que aconteceu, porquanto, da sua parte e da parte dos seus clínicos, foi feito tudo o que era necessário e possível para que o desfecho fosse outro.

“A morte da menor Sheron Silva Lopes também nos deixou muito tristes e consternados. Ficam aqui expressas as nossas condolências à família.

Sharon Silva Lopes faleceu na quinta-feira após dois meses à espera de uma evacuação de Urgência para um centro oncológico em Portugal, após este infeliz desfecho,  o hospital Baptista de Sousa fala sobre o diagnóstico da menor que esteve internada por duas vezes.

Devido a impossibilidade dos meios de ser tratada em São Vicente deu-se inicio ao processo de evacuação.

Perante este quadro de evolução agressiva e rápida da doença, foi feito um encontro com os familiares que foram devidamente esclarecidos sobre o estado de saúde de Sharon Silva Lopes.

Alegando que desde a sua entrada ao hospital o quadro da menor evolui rapidamente e agressivamente o que acabou por culminar neste desfecho fatídico.

E na sequência do mediatismo da morte da menor, o hospital Hospital Dr. Baptista de Sousa (HBS) esclarece no dia 29 de Maio de 2019, queixando-se de dores abdominais e vómitos, apresentando, ao exame físico, distensão abdominal e adenopatia inguinal esquerda, o que constitui indício de um quadro infeccioso ou oncológico.

Decidiu-se por uma intervenção cirúrgica urgente, também justificada pelo facto de se ter constatado um quadro abdominal agudo.

Nessa intervenção, ocorrida no dia seguinte (30 de Maio) foi removido um tumor mesentérico perfurante e sangrante, que foi enviado para estudo anátomo-patológico.

“O estudo foi concluído no dia 11 de junho, com a identificação de um tumor altamente agressivo, impossível de ser tratado localmente, por indisponibilidade de meios. De imediato, deu-se início ao processo de evacuação, que foi pedido pela Junta de Saúde de Barlavento, com a máxima urgência”.

Ainda conforme a direcção, a menor teve alta do internamento no dia 17 de Junho para seguimento ambulatorial enquanto se aguardava o normal desenvolvimento do processo de evacuação. “Nessa altura a evolução da situação clínica e analítica dela era favorável, evidenciado por um exame ecográfico realizado nesse dia.”

Regressou ao Banco de Urgência da Pediatria no dia 29 de Julho, de novo queixando-se de dores abdominais e apresentando edema (inchaço) dos membros inferiores. Realizada, de imediato, nova ecografia, deu-se conta de metástases abdominais incluindo renais, o que demonstra a agressividade rara do tumor, que evoluíra muito negativamente num curto lapso de tempo.

A menor voltou a ser internada, aguardando sempre pela evacuação. Fez-se então uma adenda a esse processo de evacuação reafirmando a sua urgente necessidade e prevendo-se, já nessa altura, um desfecho fatídico.

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