São Vicente: Morte da criança de 4 anos põe a nu fragilidades no nosso sistema de saúde

9/08/2019 13:54 - Modificado em 9/08/2019 13:54

Morte da pequena Sharon de quem é a culpa?

Com mais de dois meses à espera de uma resposta positiva para ser evacuada para Portugal, a criança de 4 anos internada no Hospital Baptista de Sousa, faleceu esta sexta-feira, sem ter tido a oportunidade de ser submetida a tratamento ao tumor no intestino.

Depois de ter contactado a comunicação social para expor o caso e lançar um apelo a uma maior urgência no andamento do processo da sua filha, Lucilene Lopes havia dito que, tendo em conta o estado da filha, sentia que estava a perde-la aos poucos.  Infelizmente o seu coração de mãe tinha razão. E o desfecho não poderia ser pior.A sua filha viria a falecer hoje vítima, supostamente, da doença de que padecia.

Nas redes socias, o momento é de consternação, face à falta de “sensibilidade humana para ver o desespero de uma mãe que tendo a sua filha em risco de vida, por doença potencialmente fatal, não lhe deram a oportunidade de vê-la aumentar a esperança de vida e viver mais alguns anos”, critica o provedor de Mindelo na sua página social do Facebook, onde as reacções não param de chegar.

Para alguns internautas é muito triste esta “falta de humanidade” que paira na nossa terra, onde as pessoas só se “movem a base de dinheiro”. E dizem que tanto tempo de vida ainda para viver e não ter tido a oportunidade.

Apesar das críticas, segundo o INPS, enquanto não houver confirmação de uma consulta em Portugal, infelizmente não há evacuação. “Acho que se houver urgência como era o caso desta menina, acredito que deveria haver mais pressão e contornar o protocolo.

Ao que se sabe, o país possui com Portugal, para encaminhamento e assistência a doentes, ao abrigo do Acordo a nível de Saúde entre os Ministérios de Saúde de Portugal e de Cabo Verde., aliás o único país que existe este acordo.

Por isso, muitos questionam o porquê de não alargarem esse protocolo a outros países, que não só Portugal. “País que dadas as circunstâncias que todos conhecemos. Padece quase dos mesmos problemas de saúde que Cabo Verde”, refere outro internauta, alegando que “existem mais países no mundo com hospitais públicos ou mesmo privados de referência, e ai o Estado devia fazer valer o seu papel de protecção dos vulneráveis, porque é para isso que serve”.

“Eles sabiam que a criança já não tinha muito tempo de vida, um câncer que já começou a se espalhar já não há nada a fazer, digo porque já tive alguns na família infelizmente. Por isso não mexeram uma palha e ainda ficaram a dar esperança a estes pobres pais.

“Há devidas circunstâncias na existência humana, que não existe protocolo ou protocolos que são mais importantes do que a própria vida humana, infelizmente, se fosse um familiar dessas cúpulas institucionais, isso não aconteceria”.

“É muito triste ver como somos tratados nos momentos menos bons da vida, essa burocrática vai matando cada dia mais os nossos entes queridos enquanto existir essa tal burocrática a saúde não pode espera por muito tempo devia ser uma prioridade, e assim vem a pergunta e porque não levar a criança para o seu tratamento enquanto corre essa burocracia estúpida, que deus acolhe em seus braços essa estrelinha”.

“Ninguém assume a responsabilidade de uma evacuação urgente. Continuo a achar que o problema está nos Recursos Humanos das Instituições. Ninguém se compromete, ninguém vai para além daquilo que acha que deve ir. As mentalidades estão muito curtas”.

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