Itália vai ter eleições antecipadas após rutura entre Salvini e Di Maio

9/08/2019 01:47 - Modificado em 9/08/2019 01:47

Vice-primeiro-ministro italiano e líder da Liga anunciou que haverá eleições antecipadas.

A maioria parlamentar detida pela improvável e contra-natura aliança de governo entre a Liga (extrema-direita) e o Movimento 5 Estrelas (anti-sistema) desfez-se, o que leva Itália para novas eleições antecipadas. Após 14 meses de uma governação sempre instável e marcada por episódios de disputa interna entre os dois vices-primeiros-ministros, Matteo Salvini (Liga) e Luigi Di Maio (5 Estrelas), a várias vezes anunciada rutura deu-se esta quinta-feira, 8 de agosto, depois de uma conversa entre Salvini e o primeiro-ministro, Giuseppe Conte. 

“Vamos imediatamente para o parlamento formalizar que já não existe uma maioria [de governo], como ficou evidente na votação da ligação de alta velocidade, e restituiremos rapidamente a palavra aos eleitores”, escreveu Salvini numa nota divulgada depois do encontro de emergência com Conte , confirmando assim a abertura de outra crise política em Itália.

A gota de água para Salvini foi a votação desta quarta-feira no Senado, em que o 5 Estrelas votou contra a ligação ferroviária de alta velocidade (Tav) entre Turim (Itália) e Lyon (França), projeto ao qual o partido de Di Maio se opõe alegando razões ambientais. 

No entanto, a convivência entre Salvini e Di Maio foi sempre difícil e foram diversos os litígios ao ponto de, no passado mês de junho, o independente Giuseppe Conte ter ameaçado demitir-se se os seus números dois não pusessem de parte as suas divergências em nome da governação.

Jornal de Negócios 


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