ENAPOR esclarece que obra de correção de águas pluviais da praia da Laginha é da competência da Câmara de São Vicente

7/08/2019 13:33 - Modificado em 7/08/2019 13:33

A administração da ENAPOR, nesta quarta-feira, defendeu que não é da sua responsabilidade cuidar de água das chuvas, nem gerir as praias do país, vincando que além disso a Praia da Laginha encontra-se fora da área de jurisdição portuária, portanto fora da alçada da ENAPOR.

As afirmações foram feitas, através de um comunicado publicado na página do Facebook da ENAPOR, após a mesma ter sido confrontada publicamente com o que diz ser várias “declarações avulsas e infundadas” sobre as recentes obras de correção das águas pluviais na Praia da Laginha.

A ENAPOR explica que por ser uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, cujo objeto principal é administração, gestão e exploração dos Portos de Cabo Verde, Terminais e Zonas de Jurisdição Portuária “não é e nem nunca foi responsabilidade da ENAPOR cuidar de água das chuvas, nem gerir as praias do país”.

“O dono da referida obra é a Câmara Municipal de S. Vicente, tendo a ENAPOR apenas subvencionado parte do projeto. Por este meio repudiamos veementemente qualquer vã tentativa de responsabilização da empresa e/ou colagem ao assunto, do qual ela é completamente alheia” clarifica a mesma, esclarecendo que sempre cooperou com as municipalidades cabo-verdianas, na realização de iniciativas socioculturais ou programas de requalificação urbana, sendo a expansão e restauração da Praia da Laginha um bom exemplo.

“O nosso compromisso com a segurança e o ambiente, tanto terrestre como marinho é total e incondicional, pelo que tudo faremos para melhorar todos os dias. Continuaremos abertos a colaborar com todos os parceiros, imbuídos de boa-fé e na busca de soluções construtivas” concluiu a ENAPOR.

De referir, que esta situação a muito vem despoletando o descontentamento entre as pessoas, que acusam a CMSV e a ENAPOR de ter implementado o desvio das águas pluviais para a Enseada d’Coral (“Os quatro canhões de lama”) sem o devido estudo de impacto ambiental.

Os ambientalistas vêm promovendo uma campanha de proteção da Enseada de Corais da Laginha, e há já algum tempo decorre uma petição pública da Enseada d’Coral que posteriormente será entregue ao Governo.

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