Alcides Graça: “Situação que os bombeiros vivem em São Vicente é degradante”

7/08/2019 13:18 - Modificado em 7/08/2019 13:18

O presidente da Comissão Política Regional do PAICV em São Vicente, Alcides Graça, afirmou, nesta quarta-feira, que a situação que os bombeiros vivem em São Vicente é “degradante” e que isso “não dignifica nem a população e nem o município”, salientando ainda que o quadro existente é “crítico”. Graça exige da edilidade sanvicentina a aquisição de materiais para dotar a corporação, mas também a contratação faseada de mais treze bombeiros profissionais.

Alcides Graça, fez estas afirmações em conferência de imprensa realizada nesta quarta-feira, no Mindelo, sobre as declarações do Comandante dos Bombeiros Municipais, após a corporação não ter acudido a um incêndio registado no passado sábado, 03, numa residência em Campim, por falta de recursos humanos.

“Temos um quadro crítico em que há uma grande insuficiência de efetivos, falta de equipamentos, carros obsoletos e combustível racionalizado. É razão para dizer que nestas condições, por mais que os bombeiros queiram fazer, é um facto que a corporação não tem capacidade de resposta às necessidades da ilha” salientou Graça.

Para o presidente da Comissão Política Regional do PAICV em São Vicente, não foi com surpresa que se verificou mais uma vez que a corporação não conseguiu responder um pedido de auxílio de um munícipe, para combater um incêndio de pequena dimensão, ocorrido no sábado, 03, na localidade de Campim, a menos de 200 metros do quartel dos bombeiros. Desta vez, assegura que não foi por falta de combustível, mas sim por falta de pessoal.

Razão pela qual o líder do PAICV em São Vicente, diz que esta é uma situação anormal, pois se fosse um incêndio de média ou grande dimensão, coisas piores poderiam ter acontecido. “São Vicente está completamente desprotegido para enfrentar acidentes ou catástrofes naturais. Uma ilha com mais de oitenta mil pessoas não pode ter uma corporação de bombeiros só com onze bombeiros profissionais. Temos uma média de um bombeiro por cada sete mil habitantes” realça.

O problema, de acordo com Graça, não prende-se apenas com a falta de recursos. Este aponta o dedo à edilidade de S. Vicente, referindo que se a mesma dá-se ao “luxo de guardar 200 mil contos, para executar obras eleitoralistas em 2020, é porque não tem falta de dinheiro”. O mesmo diz que a CMSV paga a centenas de trabalhadores que “não fazem absolutamente nada” e que “desperdiça muitos recursos em coisas certamente importantes” mas que do seu ponto de vista não são prioritárias. Situações que, refere, mostram que a edilidade não tem falta de recursos financeiros.

Graça afirma que a segurança de uma ilha deve ocupar o topo da hierarquia das prioridades com a assistência eficaz e eficiente a todos que dela necessitam. “Por isso, visando o bem comum, o PAICV exige que seja colocado no topo das prioridades da ilha a aquisição imediata de motosserras, motobombas que muita falta fazem à corporação.

Aquisição de um auto-tanque de combate a incêndio, porque aquele que existe está velho e obsoleto, não oferecendo nenhuma garantia, pois tem mais de trinta anos.

Aquisição de uma ambulância nova e devidamente equipada, para prestar socorro e salvar vidas. Contratação faseada de mais treze bombeiros profissionais, para permitir quatro turnos de oito horas com seis efetivos em cada um”.

O responsável concluiu, pedindo ao Governo que coloque no topo das prioridades para a próxima secção legislativa, o Estatuto dos Bombeiros, realçando que desde 2017 prometeu aos bombeiros a criação do seu estatuto.

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