Jorge Santos: Combate e erradicação da tuberculose pedem medidas urgentes e prioritárias.

6/08/2019 00:00 - Modificado em 6/08/2019 00:00
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Foto: Inforpress

O Presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Jorge Santos, diz que o combate e erradicação da tuberculose, deve constituir um desafio prioritário para o desenvolvimento sustentável do continente africano, pois, a sua extensão tem-se intensificado devido a mal nutrição, pobreza, habitação sem dignidade, falta de saneamento básico, saúde materno-infantil, assim como as catástrofes naturais.

Declarações feitas durante o seu discurso de abertura da 3ª Cimeira Africana sobre a Tuberculose, no âmbito dos trabalhos da Comissão Permanente de Saúde, Trabalho e Assuntos Sociais e da Comissão de Género, Família, Juventude e Pessoas com Deficiência do Parlamento Pan-Africano, que decorre até esta quarta-feira, 07, na cidade da Praia.

Diz, portanto que o combate e erradicação da doença dependem de ações, traduzido em vontade política no Orçamento do Estado para que de facto, os dirigentes assumam conjuntamente o compromisso do percentual das receitas do estado nos orçamentos anuais para a saúde e principalmente para a saúde pública.

Para isso, ajuntou, é preciso que os países africanos sejam capazes de investir na produção dos alimentos, na educação, nos cuidados de saúde, implementar políticas públicas que sejam “verdadeiros programas de desenvolvimento”, capazes de “mobilizar a sociedade, criar empregos e melhorar a qualidade de vida”.

“É este o quadro que vos proponho para reflexão, neste encontro da Praia. Sei que não vai ser fácil, mas temos de ser nós a assumirmos a vontade das sociedades africana para a construção de uma vida cada vez melhor”, declarou.

De acordo com números publicados pelas agências especializadas das Nações Unidas, 10,4 milhões de pessoas são portadores da tuberculose, a nível mundial, sendo que destes 30 por cento (%) vive em África, um milhão dos afectados são jovens com menos de 18 anos e na totalidade 1,6 milhões morre anualmente.

Ainda de acordo com os mesmos dados, 20% dos afectados sofrem de desnutrição, o que demonstra a ligação da doença à problemática da pobreza. Um milhão são portadores do HIV/Sida e 1,6 milhões são doentes de diabetes ou consumidores habituais do álcool e tabaco.

Estima-se que 1,7 milhões de pessoas são portadoras latentes da tuberculose e que 80% dos afectados estão concentrados em 22 países e destes, nove são africanos.

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