Rússia acusa EUA de procurarem “pretexto” para guerra no golfo Pérsico

2/08/2019 02:22 - Modificado em 2/08/2019 02:22

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia acusou hoje os Estados Unidos de procurarem um “pretexto” para conduzir o conflito no golfo Pérsico “a uma fase mais ativa” através “de uma confrontação militar em grande escala”.

“Existe a impressão de que Washington procura simplesmente um pretexto para agravar a situação [no golfo Pérsico] e prosseguir a retórica agressiva contra o Irão para conduzir o conflito a uma fase mais ativa, quente”, disse Maria Zakharova, porta-voz do ministério, em conferência de imprensa.

De acordo com a porta-voz, o potencial do conflito no golfo Pérsico “aumentou” e pode implicar “um confronto militar em larga escala”.

Em simultâneo, criticou a proposta dos Estados Unidos sobre a formação de uma coligação que patrulharia as águasdo golfo Pérsico e assegurou que o objetivo “da designada coligação seria mais para pressionar militarmente o Irão que garantir a paz” na região.

Nesta perspetiva, sublinhou que antes da retirada unilateral dos EUA do acordo nuclear assinado entre o Irão e seis grandes potências em 2015, o tráfego marítimo no estreito de Ormuz decorria “de forma estável e tranquila”.

Desde maio que o golfo Pérsico regista numerosos incidentes, incluindo ataques contra petroleiros e navios cisterna, com os Estados Unido a responsabilizarem o Irão, e com este país a ameaçar bloquear o estreito de Ormuz caso as sanções norte-americanas impeçam a exportações do seu crude.

Na semana passada, a Rússia, um dos principais aliados do Irão, propôs criar um mecanismo de segurança coletiva no golfo Pérsico para estabilizar a situação na região.

Este sistema, segundo Moscovo, deve respeitar os interesses de todos os Estados do golfo Pérsico, em termos de segurança e nas áreas militar, económica e energética, sendo inaceitável marginalizar qualquer país da região.

Previamente, Washington apelou à formação de uma coligação internacional para proteger a navegação no estreito de Ormuz, uma proposta totalmente rejeitada por Teerão e da qual já demarcaram diversos aliados europeus dos Estados Unidos.

Por Lusa

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