Ceuzany-Cremilda-Djocy: As três vozes femininas que abrem o Baía 2019

2/08/2019 01:50 - Modificado em 2/08/2019 01:50

Ceuzany Pires e Cremilda Medina que marcaram presença no palco do Festival da Baía das Gatas no ano passado, vão estar novamente na 35ª edição. Já a cantora Djocy Santos marca, este ano, a sua estreia no festival.

CEUZANY PIRES

Ceuzany Pires nasceu no Senegal, filha de pai do Fogo e mãe de S. Vicente, passando, a partir dos 2 anos a viver no Mindelo. Começou a sua carreira artística aos 12 anos, ao ganhar vários concursos e participando em galas e festivais.

Em 2007, Ceuzany cantava em Santo Antão quando os seus talentos vocais e a sua performance atraíram a atenção de Arlindo Évora, autor, compositor e vocalista do grupo Cordas do Sol, que imediatamente a convidou a juntar-se ao grupo.

Em 2012 dá início a uma carreira a solo que conta já com dois álbuns. O primeiro de nome “Nha Vida” e o segundo “Ilha d’Melodia”.

CREMILDA MEDINA

Cremilda Medina, natural da ilha de São Vicente, a música faz parte da sua vida desde criança. A morna, rainha dos estilos musicais da música tradicional de Cabo Verde é a estrela guia de Cremilda.

Carregando consigo parte da cultura cabo-verdiana, Cremilda Medina faz parte da nova geração da música popular/tradicional de Cabo Verde, com principal incidência na Morna e Coladeira.

Cremilda Medina mereceu já o reconhecimento nacional e internacional, como é o caso dos prémios obtidos nos Estado Unidos da América com o “Best World Music” por dois anos consecutivos nos IPMA e em Cabo Verde com “Melhor Interprete Feminina” na gala Mindel Prémio, “Melhor Morna 2017” e o prémio “Sapo Award” nos CVMA por dois anos consecutivos.

Cremilda Medina tem merecido as melhores críticas nacionais e internacionais e o seu álbum de estreia “Folclore” tem sido dos mais vendidos em Cabo Verde desde que foi editado.

DJOCY SANTOS

Jocilene dos Santos ou Djocy Santos, é natural da ilha de São Vicente. Aos 5 anos de idade mudou-se para Amsterdão, Holanda, juntamente com sua família. Tendo vivido no seio da comunidade cabo-verdiana na Holanda, Djocy cresceu ouvindo músicas de artistas como Cesária Évora e Ildo Lobo.

Na sua adolescência fez parte dos “Young Livity”, uma banda cabo-verdiana popular onde ela participou como apoio vocal durante dois anos. Foi nesse período que a voz suave de Djocy começou a ser muito solicitada, actuando como apoio vocal de artistas como Jorge Neto, Zé Carlos e Rui Lima.

No entanto, após alguns anos de experiência em estúdio e em palco, Djocy decidiu que tinha chegado a hora de colocar o foco em sua própria carreira. Em 2014 ela foi vocalista da banda Pureza. Eles produziram a World Music com seu som único e sua voz encantadora.

Após um ano, Djocy e Nuny formaram a sua actual banda de música cabo-verdiana contemporânea e tradicional incorporando as influências do seu ambiente europeu. Os dois têm em comum que o seu amor pela música cabo-verdiana que está profundamente enraizado.Em Novembro de 2017, lançou o seu primeiro EP intitulado “Mulher”.

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