ONU condena “ataque” contra autocarro no Afeganistão que causou 34 mortos

31/07/2019 17:07 - Modificado em 31/07/2019 17:07
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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou hoje “o ataque” contra um autocarro numa estrada no oeste do Afeganistão, que provocou a morte de 34 pessoas.

“O secretário-geral condenou veementemente o ataque desta manhã contra um autocarro que viajava pela estrada Kandahar-Herat, no Afeganistão”, afirmou António Guterres, citado pelo seu porta-voz Stéphane Dujarric.

Pelo menos 34 pessoas, a maioria mulheres e crianças, morreram hoje após a explosão de uma mina ativada pela passagem de um autocarro e colocada segundo as autoridades pelos talibãs numa estrada nacional na província de Farah, no oeste do Afeganistão.

A explosão ocorreu por volta das 06:00 locais (02:30 em Lisboa), quando o autocarro “cheio de passageiros” acionoua mina ao passar num trecho da estrada que liga as províncias de Herat (oeste) e Kandahar (sul), disse o porta-voz da polícia de Farah, Muhibullah Muhib, à agência de notícias espanhola EFE.

O responsável das urgências hospitalares de Herat, Ebrahim Mohammadi, indicou que 34 passageiros do autocarro morreram e 17 ficaram feridos, contudo, alertou que o número de vítimas pode aumentar.

Guterres insistiu que as leis humanitárias internacionais “proíbem explicitamente” os ataques contra civis e pediu às partes envolvidas no conflito no Afeganistão que “cumpram com a sua obrigação de proteger os civis”.

O número de vítimas civis em quase duas décadas de conflito no Afeganistão continua extremamente alto, com 1.366 mortos e 2.446 feridos somente no primeiro semestre de 2019, informou na terça-feira a Missão da ONU no Afeganistão (UNAMA) no seu mais recente relatório.

Após quase duas décadas de conflito, o Afeganistão está num estágio de otimismo devido ao progresso das negociações entre os representantes dos Estados Unidos e os talibãs, que insistem na necessidade dos norte-americanos retirarem as suas tropas o mais rápido possível do país para que o diálogo de paz atinja uma nova fase.

Por Lusa

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