Líder do PAICV acusa Primeiro-ministro de agir como um presidente de Câmara

31/07/2019 15:24 - Modificado em 31/07/2019 15:24

A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, Janira Hopffer Almada, acusa o primeiro-ministro de agir como o 23º presidente de câmara municipal do país, por falta de estratégias nacionais, a mesma alega ainda que o Governo só está a fazer marketing.

Janira Hopffer Almada em entrevista a agência Lusa, disse que Ulisses Correia e Silva, líder do Movimento para a Democracia (MpD), é um chefe de governo que somente faz inauguração a obras municipais.

A mesma diz que “o primeiro-ministro deixou de ser presidente da Câmara da Praia (2008 a 2016) mas insiste em continuar a exercer funções como presidente de uma câmara municipal. Isso é preocupante porque o país tem 22 presidentes de câmara municipais e precisa de um primeiro-ministro. O país está com 23 presidentes de câmara municipais e sem primeiro-ministro”.

Contudo a líder do PAICV ainda critica os três anos e quatro meses de poder do Movimento para a Democracia (MpD) em Cabo Verde, questionando acerca das grandes obras estruturantes e projectos nacionais.

“Quando um primeiro-ministro está concentrado nas obras municipais ele não pode pensar na política para a educação, ele não pode desenvolver a política para a habitação, ele não pode dedicar-se à política para os transportes, ele não pode pensar nas respostas para a saúde”, criticou ainda a presidente do PAICV.

“Eu penso que é evidente que este é um Governo de marketing. É um Governo que está mais preocupado em criar a percepção do que em mudar, transformando verdadeiramente a vida dos cabo-verdianos”, salienta a líder do PAICV.

Janira Hopffer Almada, na perspetiva do debate do estado da Nação, salientou ainda que a meta eleitoral do MpD – de crescimento económico de 7% ao ano, já foi esquecida e engavetada.

“Porque, efectivamente, passados três anos a média de crescimento é de cerca de 4,7%, isto num contexto mundial extremamente favorável e de reformas estruturantes que foram adoptadas na governação anterior”, apontou.

Relativamente aos indicadores que apontam para um crescimento económico superior a 5% em 2018, a Líder do PAICV garante que é algo que não está a reflectir-se na condição de vida dos cabo-verdianos, recordando a taxa de desemprego, que no último ano de governação do PAICV foi de 12,4%, para um crescimento económico, influenciado pela crise internacional, de 1% do PIB.

“Hoje propala-se que o país está a crescer a 5% e a taxa de desemprego está em 12,2%. Com uma agravante: Cabo Verde deve ser o único país no mundo em que se anuncia a redução da taxa de desemprego mas o número de desempregados aumenta.

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