Primeiro-Ministro admite adesão de Cabo Verde à NATO

30/07/2019 14:14 - Modificado em 30/07/2019 14:14

O primeiro-ministro de Cabo Verde admite a possibilidade do país solicitar a sua integração na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO – sigla em inglês), tendo em conta a necessidade de parcerias para reduzir vulnerabilidades e face a localização geoestratégica do arquipélago.

Declaração feita por Ulisses Correia e Silva, numa entrevista à agência Lusa, na véspera do debate anual sobre o “Estado da Nação”, que acontece esta quarta-feira na Assembleia Nacional.

Segundo o governante, a ideia é reduzir as vulnerabilidades, tendo em conta a vasta área marítima que precisa de ser protegida e que tem recursos, mas que também está na rota de diversos tráficos.

Contudo, na falta de meios suficientes para garantir a devida proteção, Correia e Silva avança que a solução é ter boas parcerias.

Para o PM, a entrada na NATO, uma aliança militar que completou em 2019 os seus 70 anos e que junta 29 países, como uma das soluções, até tendo em conta o reforço da parceria com a União Europeia.

“A NATO podia ser uma perspetiva. Nós estamos numa construção que tem este triângulo: Estados da América, Cabo Verde e Europa. A questão de segurança é fulcral, não é que seja uma ameaça hoje, mas nós temos de trabalhar numa perspetiva de futuro, não só para reduzir as vulnerabilidades do país, mas para podermos aumentar a nossa utilidade no ponto onde nós nos situamos”, afirmou o primeiro-ministro.

Conforme dados do Governo, Cabo Verde aguarda uma decisão da ONU sobre o projecto de extensão da plataforma territorial das 200 milhas náuticas (370 quilómetros) actuais (Zona Económica Exclusiva) para um máximo de 350 milhas náuticas (650 quilómetros).

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2019: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.