Governo diz que economia cabo-verdiana “respira confiança” e espera crescer 7%

25/07/2019 00:17 - Modificado em 25/07/2019 00:17
Foto: Lusa

O vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, afirmou, após uma reunião com o Presidente da República, que a economia cabo-verdiana “respira confiança e tem a meta de crescer anualmente 7%.

“A economia cabo-verdiana, hoje, é de confiar. Respira confiança, é previsível e está a crescer. Estamos a crescer a 5% ao ano, o que é um crescimento acima da média do crescimento africano, mas também da economia mundial. Estamos com uma dinâmica que nos vai levar ao crescimento de 7%”, disse Olavo Correia.

O governante, que é também ministro das Finanças, foi recebido hoje, para uma reunião de trabalho no Palácio Presidencial, na Praia, pelo Presidente da República, tendo abordado com Jorge Carlos Fonseca a situação do país.

Segundo o vice-primeiro-ministro, a inflação cabo-verdiana está abaixo dos 2%, enquanto o défice orçamental segue abaixo dos 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e “numa trajetória de decréscimo permanente nos últimos três anos”. Há, ainda, um “aumento” do investimento oriundo do estrangeiro, de empresários e da diáspora, mas que não concretizou.

Olavo Correia acrescentou que o peso da dívida pública reduziu de 130% do PIB para 124% nos últimos três anos (no atual mandato), enquanto as reservas internacionais do país cobrem nesta altura necessidades equivalentes a cinco meses de importações.

“A economia cabo-verdiana está estável, está a crescer, mas precisamos de continuar a fazer mais, melhor e mais rápido, para que atinjamos o crescimento económico de 7%. Mas um crescimento económico inclusivo, que inclua todos os setores sociais cabo-verdianos e todas as ilhas e regiões”, apontou.

No final da reunião, como é habitual neste tipo de encontros, o Presidente da República não prestou declarações aos jornalistas.

Contudo, o vice-primeiro-ministro explicou que o encontro também serviu para dar “todas as informações” ao chefe de Estado sobre o processo de concessão a privados dos aeroportos nacionais, cuja intenção do Governo é avançar ainda este ano, colocando o Presidente a par dos passos seguintes a fazer pelo executivo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou em 15 de julho o Instrumento de Coordenação de Políticas para Cabo Verde, prevendo a eliminação faseada dos subsídios às empresas públicas deficitárias e que fornece ajuda para a continuação das reformas estruturais.

O programa de 18 meses “vai alavancar-se no programa de reformas das autoridades, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável, e pretende potenciar a estabilidade macroeconómica através da consolidação orçamental e reformas que fomentem o crescimento para apoiar a sustentabilidade da dívida e do orçamento”, lê-se no comunicado distribuído anteriormente pelo FMI.

“O programa orçamental vai ser ancorado no saldo primário [excluindo os juros da dívida] e na eliminação, ao longo do tempo, do apoio orçamental às empresas públicas deficitárias num contexto de avanço das reformas”, acrescenta-se no comunicado.

A situação económica de Cabo Verde, elogiou o FMI na mesma ocasião, melhorou nos últimos anos, com o arquipélago a passar de um crescimento de 1% do PIB em 2015 para cerca de 5% previstos para este ano e com uma inflação baixa e num contexto de redução do défice orçamental, que caiu de 4,6% do PIB em 2015 para 2,2% estimados este ano.

Lusa

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