IMP garante que não existe possibilidade de poluição devido ao rompimento dos navios encalhados no Lazareto

24/07/2019 00:12 - Modificado em 24/07/2019 00:12
| Comentários fechados em IMP garante que não existe possibilidade de poluição devido ao rompimento dos navios encalhados no Lazareto

As duas embarcações de bandeira da Guiné Conacry da companhia Run Pelagic Fisheries Co. Lda que estão, desde a tarde hoje (23 julho), encalhadas na praia de Lazareto, não apresentam, segundo o Instituto Marítimo e Portuário (IMP), “perigo de rompimento, de poluição ambiental” devido ao derrame de combustível.

O Vogal executivo do conselho directivo do IMP, Manuel Vicente, assegurou em conferência de imprensa que os trabalhos de desencalhe dos navios serão retomados na manhã de quarta-feira e espera que estejam no mesmo sítio para que os trabalhos decorram normalmente.

Manuel Vicente explicou que as embarcações se encontravam ancorados de “braços dado” nas proximidades da Cabnave, na qual uma das embarcações já havia terminado a reparação nos estaleiros navais e uma outra aguardava para subir à Cabnave”.

Os cabos de uma das duas embarcações arrebentaram, ficando esta à deriva. A segunda embarcação, ao tentar prestar auxilio e gorada a tentativa foi também arrastada acabando ambas por encalhar junto à praia de Lazareto. o vento forte que se fez sentir na ilha poderá ter contribuído para o acidente.

O incidente aconteceu por volta das 13 horas e o Instituto Marítimo e Portuário através do capitão dos Portos de Barlavento, ao tomar conhecimento da situação deslocou-se de imediato ao local, ainda as embarcações se encontravam a flutuar, não estavam encalhados.

E após assegurar as condições de segurança das embarcações e tripulação, número que não soube adiantar, Manuel Vicente diz que as autoridades marítimas tentaram o reboque dos navios, mas tal não foi possível, devido às condições do mar. É que após quatro horas de trabalho, as operações tiveram que ser suspensas, devido a maré baixa.

Questionado sobre a possibilidade de se deslocarem mais para a praia, este garantiu que esta é uma possibilidade remota. “Estão assentes no fundo da areia e com maré baixa é quase improvável que isso aconteça”.

Sobre futuras medidas, Vicente garante também que vai ser instaurado um inquérito para apurar os factos e adoptar medidas que possam ser eficazes na prevenção destas situações, quando houver mau tempo e embarcações se encontrarem fundeadas.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2020: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.