“Do discurso irresponsável do Sokols ao vandalismo da estrada da Baía”

22/07/2019 16:28 - Modificado em 22/07/2019 16:28

Enganam-se aqueles que pensam que o título quer atribuir a responsabilidade direta ao Sokols pelo vandalismo feito na estrada que liga a Cidade do Mindelo a Baía das Gatas. Não poderíamos nunca fazê-lo por insuficiência de provas. No entanto, tal ato é sem dúvida nenhuma uma consequência deste discurso irresponsável e altamente populista do Sokols.

O mentor mor dos Sokols, Sr. Salvador Mascarenhas, num infeliz comentário feito no post do “provedor de Mindelo” na rede social Facebook, afirma:

 “Para os manhentos: agora mesmo a população de Lameirão onde estavam os escritos no alcatrão a exigir menos velocidade, passadeiras e bandas sonoras, estão à espera da passagem do primeiro ministro com cartazes com os mesmos dizeres que escreveram no chão preocupados com a velocidade à porta das suas casas pondo em perigo as pessoas, crianças e animais. Felizmente as populações já despertaram para a cidadania Activa de forma independente e autônoma. Quem achar que uma população que faz uns rabiscos facilmente apagados como aconteceu é vandalismo, eu serei o primeiro vândalo do planeta.”.

Salvador Mascarenhas, com uma linguagem pouco digna como de costume, utilizando expressões como “manhentos” e “manhentices”, “aldrabões”, “lambedores” “bajuladores” parece apelidar de “Cidadania ativa” um ato que a população caracteriza como sendo “vandalismo” e pouco digno da cidadania firme, serena, séria e de boa-fé que sempre caracterizou o povo de “Monte Cara”. O grave não é esse lamentável episódio de vandalismo por si só, que Mascarenhas chama de “Cidadania ativa”. Gravíssimo é fazer passar esse tipo de atos como um comportamento normal e comum ao afirmar que “quem achar que uma população que faz uns rabiscos facilmente apagados como aconteceu é vandalismo, eu serei o primeiro vândalo do planeta”.

Quando assim é, e já temos exemplos em outras paragens, tende-se a criar um cenário de “convulsão social” que ninguém sabe como e onde vai terminar e que não é desejável para a nossa querida ilha. Não se pode considerar que alguém tem o direito, por mais justa e compreensível que seja a causa pela qual se luta, de violar direitos alheios e muito menos de colocar em risco a integridade física do patrimônio público, construído com o imposto dos contribuintes.

O vandalismo constitui um ato que a lei proíbe e condena e que o bom senso caracteriza como um ato contrário à verdadeira Cidadania Ativa, à boa-fé e à boa convivência democrática.

Para além disso, com a ausência dos Sokols do debate com o governo, deixou claro que a “Cidadania ativa” do Sokols de Salvador Mascarenhas e Rosário Luz, não pretende discutir políticas, sua pertinência ou possíveis alternativas, julgadas em função dos hipotéticos parcos resultados, mas sim baseado em “achismos” irresponsáveis, que utiliza e manipula o povo em função de interesses particulares.

Deste discurso irresponsável e altamente populista do Sokols, poderão resultar, numa próxima manifestação, em violência nas ruas de Mindelo, violação de direitos alheios, um risco a integridade física dos manifestantes e não manifestantes e um risco a integridade física do patrimônio público e privado, alias, isso esteve quase a acontecer quando no fim da manifestação de 5 julho, algumas pessoas no calor do momento, ameaçaram quebrar as portas e janelas da Câmara Municipal de São Vicente.

Termino com “duas regrinhas” aos Sokols:

(1) Sejamos sérios nas nossas lutas, para que não corramos o risco de voltar a confundir “vandalismo” com “Cidadania ativa”, porque se essa mensagem passar, poderão ser os senhores as vítimas desse vandalismo;

(2) Não sejamos oportunistas e não fujamos ao debate político, São Vicente não merece.

FLÁVIO LIMA

  1. Jose Lopes

    CARAMBA JA NAO SE AGUENTA MAIS ESSA NOTICIA POPULISTA E LEVIANA EM QUE UM BANDO DE ANONIMOS ESTAO A PROVEITAREM PARA SE FAZEREM SE PARECER INTELECTUAIS, UFFF, QUEM EH MAIS ESTE

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