Moçambique não sabe quantos cidadãos nascem e morrem no país

19/07/2019 00:36 - Modificado em 19/07/2019 00:36

“Temos uma meta anual de registar perto de 1 milhão de crianças” declarou o secretário permanente do Ministério da Justiça, Didier Malunga, admitindo que “o registo de óbitos é de difícil captação, sobretudo nas zonas rurais”.

O Secretário Permanente do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos revelou que o Governo não sabe quantos moçambicanos nasceram e morreram durante os últimos cinco anos.

Didier Malunga explicou, segundo indica o jornal Verdade, que existem “as barreira físico geográficas, que tem a ver com a ainda não total da distribuição geográfica das nossas repartições pelo país, por várias razões, temos as barreiras jurídicas de compreensão, mas temos também as barreiras sócio culturais”.

“Relativamente ao registo de óbitos, enfrentamos os mesmos problemas, não há cultura de registar o óbito por várias razões. Quando o óbito acontece na comunidade normalmente as pessoas, até por razões sanitárias, logo é feito o enterro muito embora a lei diga não se pode fazer o enterramento sem o registo, mas esta norma só é aplicada onde temos cemitérios municipalizados. Grosso modo os dados dos óbitos são difíceis de equacionar porque nós temos vários processo de justificação, muitas vezes a morre na comunidade e é enterrada e só quando as pessoas que sobrevivam queiram seguir algum Direito aí é que vão atrás do registo”, argumentou.

Por Plataforma

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2019: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.