Laginha: Banhistas defendem a mudança da Cabnave para outro local para evitar problemas de poluição

18/07/2019 23:36 - Modificado em 18/07/2019 23:36

O cheiro de combustível e vestígios de óleo na Praia de Laginha fez com que a praia fosse interditada durante o período de manhã, a suspeita dos banhistas é que o vazamento de óleo seja proveniente de alguma das três embarcações que estavam ancoradas ao largo da praia.

Alguns banhistas dizem que a causa está nos estaleiros navais da Cabnave. “Trazem estes navios velhos para o local e este é o resultado”, acusa Sérgio. Adiantado “ainda  ontem estava tudo bem, mas desde que os barcos saíram no Cabnave é que isto começou”.

Para este e outros banhistas a solução para que situações desta natureza não voltem a acontecer, ou que não tome proporções maiores, passa por num futuro próximo, “o que já deveria ter sidofeito há muito”, a mudança dos estaleiros navais para outro espaço.

No entanto, nem os próprios acreditam nesta possibilidade. “Só fazem promessas”, e que “pela lógica deveria ser construído noutro lugar”, assim se “houver algum vazamento de óleo, não irá afetar a zona balnear”. Até lá é necessário mais fiscalização e controle, diante dessa ganância que ameaça nosso meio ambiente – concluiu.

A área mais afetada pelo produto é a enseada de coral da Laginha que apresentava sinais, embora ligeiros, de uma mancha de óleo e também uma boa quantidade de lixo, composto sobretudo por plásticos.

“Ainda bem que é em pouca quantidade e não foi suficiente para chegar à areia, senão não saberíamos o que fazer e como é que esta praia iria ficar”, desabafou uma banhista.

Para um dos salva-vidas que estavam no local, é preciso identificar a sua origem, para se saber ao certo se pode ter vazado de algum navio, apesar de reconhecer que será difícil desvendar a origem do vazamento, principalmente se for de alguma embarcação. Segundo ele, isso só poderia ser confirmado, se o navio ainda estiver com o vazamento.

O cheiro do produto, segundo relatos era percebido na beira da praia. Para evitar males maiores, os salva-vidas acionaram os bombeiros municipais, tendo estes se deslocado ao local e foi içada a bandeira vermelha, que proíbe totalmente o banho sem quaisquer exceções. A bandeira vermelha foi levantada devido à suspeita de contaminação.

Posteriormente foi baixada a bandeira vermelha e içada a verde o que permitiu aos banhistas desfrutarem durante algumas horas as águas da praia da Laginha.

  1. Rosenda Silva

    Interessante é que os diversos orgãos de comunicação neste país, so dão voz aos cidadãos para reclamarem e podem desbaratar tudo o que lhes vier na mente e está tudo OK, não há quem os desafia e que os traga para a realidade de Cabo Verde, onde ainda nem o salario minimo de parcos 13.000$ é implementado.
    Dar-se ao luxo de achar que mudar o estaleiro de lugar é a solução para quem quer um banho e apanhar sol , esquecendo das centenas de familias e de empresas que vivem dos serviços do estaleiro é de bradar aos céus. É de perdoar a inocência e ignorância de quem não faz a minima ideia do que é deslocalizar um estaleiro mas, não se perdoa quem sabe disso e ainda incentiva os incautos a esse discurso.
    Quanto a essa enseada de coral que sempre existiu mas so agora é que começou a ser destruida pelas chuvas ( dá que pensar…) , já é momento de as pessoas verem que interesses estão por tras, quem vai lá com turistas e ganha dinheiro e não paga imposto ao estado e ao municipio e depois vem propalar um discurso de protecção ambiental?
    Deviam é ter a mesma garra para defender as centenas de crianças que são abandonadas nas ruas à sua sorte e da violencia domestica que cada dia aumenta nesta ilha…corais..sinceramente…haja saco

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