S. Vicente: UCID exige ao governo “mais ação e menos conversa”

11/07/2019 15:02 - Modificado em 11/07/2019 15:02

Esta segunda-feira em conferência de imprensa na cidade do Mindelo, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), disse que infelizmente “há vários anos que os sucessivos governos têm se esquecido da ilha de São Vicente e este esquecimento trouxe consigo problemas socioeconômicos à ilha e um forte desagrado da população em relação aos seus governantes”.

De acordo com António Monteiro, presidente da UCID, a situação que se vive na ilha é crítica e, que para mostrar o seu desagrado, o povo normalmente reage, sendo o que aconteceu no passado dia 05 de julho.

Monteiro considera que a manifestação de São Vicente foi uma manifestação cívica de qualidade. Adiantou que o seu partido interpreta esta vontade popular do povo de São Vicente como mais um alerta ao governo central e local, para que medidas urgentes sejam tomadas no sentido de resolver os problemas pendentes das ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau, no que tange a questões de transportes marítimos e aéreos e da própria economia.

“Gostaria que o governo tivesse em consideração esta forte chamada de atenção. Não gostaria que as coisas fossem deixadas a correr da forma com tem sido, para evitar, no futuro, situações mais complexas e de difícil solução”. O líder da UCID defende que o governo não pode de maneira nenhuma fazer “orelhas moucas e fingir que nada aconteceu ou então fingir que essas manifestações são normais”.

Por isso, diz que o seu partido sente-se confortado, porque mais uma vez, as exigências que têm feito o parlamento, estão a ter eco junto do povo cabo-verdiano, assim como a devida atenção e tratamento. “Só quem não está em devida sintonia com os desafios e exigências do povo é o governo central”, lança Monteiro, que diz ainda que “essa falta de sintonia é extremamente grave”.

Porque cria, o chamado “efeito da bola de neve”, em que cada vez mais pessoas a manifestarem o seu desagrado, o seu rancor das atitudes dos governos, que poderão criar situações que, no futuro “teremos dificuldades em combater”.

Portanto, exige dos governos uma tomada de posição consentânea com a exigência das pessoas que queram mais e melhor para as suas vidas e localidades.

Estimula o governo a ter uma atitude de humildade e de reconhecer que há muito por fazer, defendendo que os anúncios que vão sendo feitos já não convencem a população. “Querem ação e menos conversa. Mais trabalhos concretos e menos anúncios.Para finalizar, António Monteiro assegura que a UCID irá continuar a fazer aquilo que lhe compete como partido político: Ser um defensor dos ideais da população, da vida das pessoas do país e não deixar em nenhum momento de apoiar a sociedade civil.

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