Problemas sociais no primeiro álbum a solo Jonathan Ferreira

8/07/2019 00:21 - Modificado em 8/07/2019 00:21

O jovem cantor de Rap Jonathan Ferreira lança o seu primeiro álbum a solo esta segunda-feira, 07, Julho, intitulado de “Rap Tabu”, no site “Underground Lusófono”.

O álbum possui 12 faixas que exprimem a visão do autor sobre temas pertinentes e reflexo da realidade na ilha de São Vicente, tais como o alcoolismo nas escolas e também da violência que existente entre os denominados “gang” que, no passado, levou à perda de vidas.

Jonathan é um jovem de 24 anos, natural da Ilha de São Vicente, que diz ter encontrado na música um meio de expressar seus sentimentos e pontos de vista sobre os problemas que enfrentou durante sua adolescência.

Segundo o mesmo tem o Rap Criol “nas veias”. A música é algo que carrega desde criança e que aos 10 anos de idade deu inicio a esta aventura musical, através de participações em actividades de rua e, após alguns incentivos de um amigo, começou a sua carreira e a gravar as suas composições.

Através das rimas conta histórias, expressando assim os seus sentimentos. “A minha realidade é a mesma realidade que muitos jovens vivem hoje aqui na ilha de São Vicente”.

Formado em Educação de Infantil, vê o seu percurso na música como satisfatório e que tem conseguido algum reconhecimento através das suas músicas, e que a intenção é evoluir mais e mais, a cada dia.

Como estagiário profissional, diz que nem sempre é fácil conciliar a sua actividade musical com os seus estudos mas, acrescenta que é o amor e o empenho pela música que lhe motivam a levar as suas intenções em frente, apesar dos muitos obstáculos que lhe têm surgido.

“A maioria, para não dizer todas, das minhas músicas são feitas no caminho entre casa, trabalho e a escola. É onde vem as inspirações que depois acabo por dar vida as minhas músicas” acrescenta.

Jonathan disse que a principal motivação para a criação e agora, lançamento do seu álbum foi o apoio de um grande amigo e companheiro de grupo e também do director do site Underground Lusófono, onde ele irá lançar a seu álbum.

Embora também o compositor aponta a faixa intitulada por “Pai” como sendo a que mais o representa, em que ele procura retratar a sua história de vida, filho de um pai ausente. Um tema recorrente na sociedade cabo-verdiana.

“Quero que a minha música seja revolucionária para que as pessoas percebam o que se está a passar na nossa sociedade, usando a minha história como espelho” diz Jonathan.

Primeiro vai lançar e divulgar o álbum e posteriormente agendar a apresentação ao vivo. E já tem uma ideia pré-definida que passa por, em vez das pessoas pagarem para assistir ao espetáculo, as mesma doem 1kg de alimentos que posteriormente serão encaminhados para pessoas mais carenciadas.

“Pretendo com isso, ou pelo menos tentar, mudar a visão e os preconceitos que muitas pessoas demostraram em relação à cultura Hip Hop, neste caso concreto em relação ao Rap.                                                                                        

Jonathan vê a música como sendo a sua outra metade. Aquela que o complementa. “Ela é o meu refúgio, principalmente, quando atravesso momentos mais difíceis. Para mim, a música é minha terapia. É ela que restaura e refresca a minha mente e que, com o passar dos tempos, transformou-me por completo,” elucida.

Por isso a sua mensagem é “por mais difícil que seja realizar um sonho, não desistam nunca, aguentem a pressão dos que querem ver-te desistir, porque dizem que é algo que não tem futuro. Mas essas pessoas estão erradas. Só tens que ter muita determinação e nunca deixar de acreditar em ti próprio”.

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