“Sokols 2017” mobiliza sanvicentinos para a marcha do dia 5 de Julho

4/07/2019 00:29 - Modificado em 4/07/2019 00:29

Sob o lema “Quem Cala Consente”  o movimento cívico “Sokols 2017” tenta mobilizar  a população sanvicentina para a marcha que marcou para o dia 5 de Julho . Esta é a segunda manifestação/marcha de protesto promovida pelo Movimento Sokols 2017 no dia que se celebra a independência nacional .

As causas mantêm-se as mesmas: maior atenção do governo, em particular no que diz respeito aos transportes.

A organização conta que participem nesta marcha de protesto cerca de 10 mil pessoas para demonstrarem o seu crescente descontentamento contra aquilo que designam como a asfixia política, social e económica a que o governo central vem sujeitando a ilha.    

O NN saiu à rua para  saber a  reação dos mindelenses face a esta manifestação. Todas as pessoas ouvidas pelo NN  estão de mãos dadas com o grupo cívico, para juntos e em consonância dar voz à sua insatisfação.

Marcos Dias, assegura que a ilha está “muito mal servida” no que concerne aos voos de e para a ilha de São Vicente, aliado aos preços inacessíveis aplicados pela TAP. “Antes enfrentávamos apenas o grande problema da saída da TACV do nosso Aeroporto, agora a TAP decide reformular novas tarifas que são inadmissíveis para um país da nossa dimensão e que fizeram com que a economia de São Vicente se afundasse ainda mais.

Temos que sair para a rua e não ficar com medo de represálias. O povo de São Vicente é batalhador e acredito que possam todos sair às ruas e dar o seu grito de basta, perante o descaso que está sendo feito com a nossa ilha” ressalva este mindelense, que confirma a sua presença com forma de luta em prol do desenvolvimento de São Vicente.

“Na última manifestação promovida pelo Sokols 2017 não pude marcar presença, mas desta feita faço questão de lá estar e dar voz ao que todos nós estamos passando neste momento. Fiquei mais desagradada e indignada quando ouvi o primeiro-ministro dizer no parlamento, que não irá promover voos de e para São Vicente por decreto e que não se vai envolver nas questões da TACV” diz Carla Oliveira.

Para Jorge Monteiro, os voos internacionais não só trazem os nossos emigrantes, mas também turistas para São Vicente e para todas as ilhas do norte. O mesmo vinca que não entende quando o governo diz que o motivo da retirada dos voos de e para São Vicente, prendem-se com facto de terem pouca rentabilidade para a empresa. “Ora ainda na segunda-feira, por volta das 12:00, assistiu-se a uma grande movimentação de passageiros provenientes do Sal e do exterior.

Como é possível se desculparem [Governo], quando o motivo principal é sufocar a nossa economia. Apesar dos preços exorbitantes a TAP faz seis ou sete voos por semana para a nossa ilha e é sinal de que o nosso mercado é rentável” ressalva este mindelense, que dá como garantida a sua presença na manifestação de 05 de Julho.

As empresas são apontadas também como as que muito sofrem com isso, como por exemplo a Frescomar que 70% dos seus produtos são para a exportação, e com a retirada dos voos internacionais da companhia de bandeira, isso tem condicionado a empresa em fazer chegar os seus produtos ao exterior.

Os operadores turísticos também são aqueles que têm sofrido com a retirada dos voos da companhia de bandeira de e para a ilha de Monte Cara.

A marcha  parte às 10:00 da Praça Estrela, rumo ao Aeroporto Internacional Cesária Évora.

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