São Vicente: ETAR de Ribeira de Vinha recebe investimento de 640 mil euros para a sua requalificação

2/07/2019 15:24 - Modificado em 2/07/2019 15:24
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Um investimento resultante da parceria entre Cabo Verde e o Luxemburgo para requalificar da zona, considerada de muito importante para o saneamento da ilha.

Segundo Augusto Neves, presidente da Câmara de S. Vicente, esta infraestrutura tem recebido obras a fim de se transferir o serviço completo do ambiente para a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Ribeira de Vinha.

Estas obras de reabilitação, conforme assegura Neves, servem para melhorar a vedação da infraestrutura onde, no ano passado, uma criança de seis anos morreu, depois de cair e se afogar num dos tanques da ETAR. O edil mindelense acrescenta que o local já se encontra totalmente vedado e interditado. E pretende com este investimento, melhorar as condições da ETAR, que funciona a nível natural.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Luís Filipe Tavares, o programa de cooperação com Luxemburgo, contemplava antes uma verba de oito milhões de euros para a vertente de água e saneamento, mas, que, agora com esta visita, vai ser introduzido um adicional de cinco milhões de euros. Desses 13 milhões de euros, 640 mil vão ser investidos em S. Vicente

E pelo aumento no indicativo de cooperação, inicialmente de 45 milhões de euros, a que se acrescentou mais quatro milhões com a criação do Centro de Energia Renovável e Manutenção Industrial (CERMI), na cidade da Praia.

A ministra da Cooperação e Acção Humanitária de Luxemburgo, Paulette Lenert, que conheceu pessoalmente o local mostrou-se impressionada com sustentabilidade do projecto da ETAR, que funciona num método natural de reciclagem de água, que considera ser uma “questão essencial” em Cabo Verde.

“A água é escassa em Cabo Verde e vai continuar a ser, estou muito orgulhosa em poder acompanhar o país a encontrar uma via sustentável de reciclar a sua água e dar melhor uso a este recurso muito caro e com alto custo de energia”, assegurou Paulette Lenert, citada pela Inforpress, adiantando ser a água e saneamento uma “pedra de toque” na política com o arquipélago.

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