Ilha da Boa Vista terá aterro sanitário com 5 hectares e com capacidade de 220 mil toneladas

28/06/2019 00:43 - Modificado em 28/06/2019 00:43
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Foto: Inforpress

Para implementar este projecto sanitário será necessário um investimento de 3,8 milhões de euros, sendo 672 mil euros para recolha e 3.219 mil euros para o centro de tratamento. O custo de investimento agregado ao longo dos 20 anos é de 9,30 milhões de euros, dos quais 4.828 para recolha de lixo e 4.647 para o centro de tratamento.

Segundo o director de saneamento da Câmara Municipal da Boa Vista, Domingos Lobo, “a criação deste aterro é uma preocupação para Cabo Verde no sentido de dar melhor tratamento aos resíduos sólidos”. E que devida a importância desta componente ambiental, no caso de Boa Vista, a primeira ilha a ser contemplada, tendo em conta o aumento exponencial de turistas e da população para que haja um turismo sustentável e melhor qualidade de vida.

Sobre o montante orçamentado, este responsável admite o seu custo elevado, no entanto assegura que é a melhor solução, “caso queriam uma ilha sadia e sem lixos, para que haja mais atracão de turistas é necessário investir”.

Ademais, a produção de resíduos sólidos de 2016 a 2036, atingirá cerca de 19.000 mil toneladas por ano (actualmente a produção é de cerca de 11 mil toneladas). Entretanto este projecto descarta a recolha de lixo porta-a-porta de que a população já esta habituada, segundo a mesma fonte citado pela Inforpress.

Outra das desvantagens que apresentou é a compactação da recolha dos resíduos indiferenciados. Segundo explicou, já com a recolha diferenciada que será feita através de ecopontos, vai permitir a compactação dos resíduos, o que diminuirá o volume e o número de voltas para ir à lixeira, diminuindo também os custos.

Quanto à data para se dar início ao plano, o director garantiu que não se prevê a sua implementação este ano, prevendo-se a sua efetivação para o ano 2020.

Entretanto, a Assembleia Municipal terá que primeiramente aprovar o “Plano Sanitário da ilha da Boa Vista no horizonte 2016/2036”, que se enquadra no Decreto-lei, nº 56/17 de Outubro de 2015 e o PENGER – Decreto-lei Nº. 22/21 de Abril de 2015, que segue depois para a avaliação de estudo do impacto ambiental pela Direcção Nacional do Ambiente (DNA).

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