São Vicente: PAICV diz que os partidos políticos devem dar espaço para os movimentos cívicos se pronunciarem

28/06/2019 00:34 - Modificado em 28/06/2019 00:34
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Este ano, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), não irá promover a sua habitual marcha, de forma a não coincidir com a manifestação agendada pelo movimento cívico Sokols 2017 que promove, no dia de aniversário dos 44 anos da independência de Cabo Verde, mais uma marcha para reivindicar a autonomia política e económica das ilhas.

Questionado sobre a posição do partido, sobre a organização da marcha/protesto, o presidente da Comissão Política Regional do PAICV em São Vicente, Alcides Graça, diz que o partido não irá participar nesta marcha cívica. E que será apenas um observador, dando espaço para que esta atividade realizada pelo movimento cívico se pronuncie.

Portanto, defende que os partidos políticos têm de deixar espaço para a sociedade civil, para se manifestarem e se pronunciarem sobre aquilo que lhes vai na alma. É por isso, respeitando deste espaço para que esta associação cívica pronuncia e fazer a manifestação da forma que entender.

Questionado sobre se concorda ou não com a motivação que está na origem desta marcha, o presidente do PAICV na ilha, diz que o seu partido é crítico do sistema de administração que o país tem adotado desde da independência de Cabo Verde. “Um sistema que não favorece o equilíbrio entre as regiões e por isso criticamos este modelo que está esgotado e precisa rapidamente ser alterado e por isso que somos a favor da regionalização como instrumento de reequilibrar as regiões e potencializar o desenvolvimento e cada ilha de acordo com a sua vocação”.

Sobre o candidato do partido para as próximas eleições autárquicas de 2020, o líder regional do partido diz que ainda não existe nenhum candidato, apesar de ter sido estabelecido que ainda neste mês de Junho seriam escolhidos os cabeças de lista candidatos à Câmara e Assembleia Municipal.

Algo que não aconteceu ainda, devido ao agendamento das eleições internas, que princípio ocorre em dezembro. E o calendário das eleições internas não é compatível com a escolha dos candidatos neste momento. “Não sabemos quem vai vencer as eleições e achamos quem deve escolher os candidatos é a próxima direcção da Comissão Política Regional”, elucidou.

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