PAICV- São Vicente quer recentrar as festas de 05 Julho no povo

27/06/2019 16:14 - Modificado em 27/06/2019 16:14

Sendo 05 de Julho, data que marca o dia da Independência de Cabo Verde, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV, defende que deveria ser comemorado de forma mais efusiva e por isso, este ano propõe, durante a próxima semana, um leque de actividades alusivas à celebração dos 44 anos de independência, com destaque para actividades desportivas e conferências.

O presidente da Comissão Política Regional do PAICV em São Vicente, Alcides Graça, diz que a data, em São Vicente, transformou-se num “mero feriado nacional”, acompanhado de cerimónias oficiais dentro de recintos fechados, as quais participam apenas as entidades oficias e convidados especiais.

E que isso tem como consequência inevitável o “divórcio” entre o povo e a independência de Cabo Verde. “A nova geração não sente nenhuma emoção no dia da independência. Contudo, paradoxalmente, não têm dúvidas que a data é a maior conquista do povo as ilhas e como tal deve ser comemorado pelo povo de Cabo Verde de forma efusiva”, afiançou Graça.

Por isso, o PAICV em São Vicente quer recentrar as festas de 05 Julho no povo, e preparara uma programação sob o lema “5 Julho, nós orgulho K certeza”.

Durante a semana do 05 de Julho, vais ser realiza-se no dia 02 de julho, terça-feira, uma conferência sobre as conquistas de Cabo Verde no pós-independência, proferida pelo antigo Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, e no dia 3, uma conferência sobre a literatura cabo-verdiana como instrumento de intervenção, proferida por Isabel Lobo e Moacyr Rodrigues.

“Uma conferência para realçar a importância daqueles que lutaram de outra forma, através de composição de músicas, literatura de intervenção, já que normalmente tem tratado a data do ponto de vista da sua luta armada no campo de combate”.

Portanto, Graça refere que estes não podem ser esquecidos e defende que devem ter o estatuto de combatentes da liberdade da pátria, por terem conduzido de modo “inquestionável para a criação da consciência da nação e da nacionalidade cabo-verdiana, o que deu um contributo enorme para que as pessoas pudessem sentir como cabo-verdianos, com identidade própria e dessa forma lutar pela independência”.

Ainda dentro no rol de actividades, da qual, este ano, fica de fora a habitual marcha do dia 05, será inaugurada uma sala de leitura especializada no dia 04, na sede do partido, com livros de política, livros de intervenção e de destacados autores africanos.

Para os dias 05 e 06 de Julho, estão programadas diversas actividades desportivas e culturais para terminar a semana do ano do quadragésimo quarto (44º) aniversário da independência do país.

EC

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