Drogas da mesma família da heroína estão a entrar no mercado ilícito em Cabo Verde

27/06/2019 00:42 - Modificado em 27/06/2019 00:42
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Foto: Inforpress

São elas o tramadol e o fenatil que são drogas da mesma família que a heroína, ou seja, conhecidos por opiáceos que são drogas depressivas e que estão a ser consumidas a nível da África Ocidental.

Quem o diz é a representante do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e Crime (ONUDC), Cristina Andrade, que defende a necessidade de se trabalhar de forma a ter mais controlo e investir na prevenção. “Vamos investir na prevenção e tratamento, aumentar o acesso nas comunidades onde as pessoas vivem no sentido de dar respostas e de facilitar o acesso ao tratamento”, diz.

Para a coordenadora do residente das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Patrícia Graça, mais de 270 milhões de pessoas entre os 15 e 64 anos consumiram drogas pelo menos uma vez no ano de 2016, indicando o relatório mundial do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (ONUDC).

E que cerca de 35 milhões de consumidores sofrem de distúrbios de saúde associados ao uso da droga ao ponto de necessitarem de tratamento médico. Informou ainda que o ONUDC estima que cerca de 585 mil pessoas perderam a vida em 2017 por causa deste flagelo.

Constatações feitas à margem da conferência sobre a Redução de Riscos e Minimização de Danos, promovida pela Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas (CCAD), alusiva ao Dia Mundial contra a Droga, 26 Junho.

A conferência sobre “Redução de Riscos e Minimização de Danos”, vai ao encontro dos objectivos de prevenir e reduzir as consequências adversas na saúde e as consequências sociais do uso abusivo de drogas e ainda ter estratégias eficazes que permitam mitigar os problemas associados ao consumo de substâncias psicoactivas.

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