PAICV diz que o turismo deve ser encarado como um meio para melhorar as condições de vida dos cabo-verdianos e não como um fim, em si mesmo

26/06/2019 16:00 - Modificado em 26/06/2019 16:00
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No debate, da segunda sessão plenária de Junho que decorre de 26 a 28, com o primeiro-ministro sobre “O Turismo e seus impactos no desenvolvimento do País”, a líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde diz que é preciso maximizar o impacto do turismo no bem-estar dos cabo-verdianos, numa perspetiva sustentável e inclusiva.

Janira Hopffer Almada diz que para se apostar seriamente no desenvolvimento do turismo, “temos que enfrentar, com determinação, os desafios da diversificação da oferta, do aproveitamento das potencialidades de cada ilha, da potencialização de cada recanto do país, da inserção dos cabo-verdianos nesta cadeia de produção de valores e da projecção de outros sectores com efeitos directos na vida das pessoas”.

E relembra que apesar destas maravilhas que o país oferece, há 20 anos o turismo não era o motor da nossa economia, como acontece hoje.

Apontando todas as medidas tomadas pelo anterior executivo, sustentado pelo PAICV, Janira Hopffer Almada assegurou que este criou infraestruturas gerais que o país precisava e que a governação anterior, também não esqueceu a aposta na produção de água e energia, e a capacitação dos recursos humanos, para que “tivéssemos mais e melhores condições de formação, na perspetiva de qualificarmos a prestação dos serviços turísticos, e, consequentemente, o nosso destino turístico”.

E que foram lançadas bases sólidas, que demonstraram, na prática, com números, de que o caminho escolhido era o adequado.

Portanto defende que existem desafios, no Turismo, que o atual Governo tem de assumir, bem como os constrangimentos que não pode continuar a esconder, sob pena de não serem ultrapassados.

E por isso, questiona o executivo sobre quais as politicas para garantir a sustentabilidade do sector, desde a disponibilidade dos recursos culturais e de recursos naturais, passando pela melhoria do nível da saúde, do saneamento e segurança até a questão das ligações.

A mesma relembrou ainda que o nosso Turismo é caraterizado por diversas concentrações. “Concentração na origem, no destino, nos operadores, nos transportadores e nos fornecedores de produtos”, bem como analisar quais os impactos do Turismo na melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos.

A líder do PAICV questiona ainda o governo sobre a meta de  1 milhão de turistas até 2021, de como pretende fazer isso, de forma sustentável e com impactos positivos na vida dos cabo-verdianos.

De “como conseguir isso se passados 3 anos o Governo prefere se esconder na propaganda, e não começa efectivamente a trabalhar para resolver os constrangimentos nos acessos”?

“Como, se a oferta de voos entre os principais mercados de voos é dominado por 2 ou 3 Companhias Charters, essencialmente para as Ilhas do Sal e da Boavista”?

“Como, se o transporte inter-ilhas – agora em monopólio – é insuficiente, ineficaz e pouco previsível, e os preços das passagens são tendencialmente elevados”?

“Como, se a nível dos transportes terrestes/urbanos de passageiros, orientados para o turismo, temos uma deficiente organização, regulação e fiscalização”?

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