Autoridades anunciam morte de líder de tentativa de golpe de Estado

24/06/2019 13:16 - Modificado em 24/06/2019 13:16

Um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro da Etiópia anunciou hoje que o brigadeiro-general acusado de liderar uma tentativa de golpe militar que provocou a morte do chefe de Estado-Maior do Exército etíope e de altos responsáveis regionais.

O porta-voz Nigussu Tilahun afirmou à agência Associated Press que o brigadeiro-general Asamnew Tsige foi morto hoje nos arredores de Bahir Dar, capital da região Amhara, no norte do país.

As forças de segurança etíopes procuravam Asamnew desde que soldados que lhe eram leais atacaram um encontro do governo regional de Amhara no sábado, matando o governador regional, Ambachew Mekonnen, e o seu conselheiro.

O procurador-geral da região, também presente no encontro, não resistiu aos ferimentos, acabando por morrer hoje de manhã.

Horas depois deste ataque, uma outra ofensiva resultou no assassínio, em Adis Abeba, do chefe de Estado-Maior do Exército e de um general reformado por um guarda-costas.

Na sequência destes acontecimentos, a Etiópia cumpre hoje luto nacional.

As autoridades acreditam que os ataques foram uma tentativa de derrubar o Governo de uma região no nordeste do país.

“É um dia triste para o país, perdemos patriotas”, considerou o presidente da câmara baixa do parlamento da Etiópia, numa declaração lida na noite de domingo por um apresentador da televisão nacional.

O chefe do Estado-Maior do Exército foi abatido pelo seu guarda-costas, horas depois de uma tentativa de golpe em Amhara, estado regional cujo presidente também foi morto, segundo o porta-voz do primeiro-ministro do país.

Na madrugada de sábado para domingo, o gabinete do primeiro-ministro garantiu que houve “uma tentativa orquestrada de golpe de Estado contra o executivo regional em Amhara”, uma das nove regiões autónomas da Etiópia, e a segunda mais populosa do país.

Desde que assumiu o cargo, em abril de 2018, após dois anos de distúrbios na Etiópia, o primeiro-ministro reformista Abiy Ahmed está a tentar democratizar o país. Legalizou grupos dissidentes, melhorou a liberdade de imprensa, mandou deter dezenas de militares acusados de abusos dos direitos humanos e fez as pazes com a Eritreia depois de mais de vinte anos de conflito.

Apesar disso, a Etiópia foi palco de conflitos étnicos em várias partes do país nos últimos meses, nomeadamente entre os grupos Oromo e Somali.

Além das necessidades de ajuda humanitária aos deslocados, a Etiópia acolhe ainda perto de um milhão de refugiados oriundos de países vizinhos, como o Sudão do Sul e a Somália.

Por Lusa

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