São João em Ribeira Julião: comerciantes consideram o pagamento único de 20 mil escudos de energia exagerado

24/06/2019 01:09 - Modificado em 24/06/2019 01:09

É já esta segunda-feira, 24 Junho, que se celebra o dia de São João, um dos eventos mais tradicionais da ilha de São Vicente, que acontece na zona de Ribeira de Julião e é caracterizado pelo tocar dos tambores e o “Colá San Jon”  .

Todos os anos são dezenas de pessoas que se  aproveitam das festas para montar os seus negócios, sendo as barracas as que mais se destacam no local.

Maria José, moradora da zona de Craquinha diz que já vai para 17 anos que monta o seu negócio na zona. Durante as festas de Santo António e São João esta negociante encontra-se presente no local, juntamente com a sua família, trabalhando como forma de amealhar para o seu sustento.

Segundo nos contou, de ano para ano, o pagamento do espaço onde está a sua barraca tem vindo a aumentar de preço, o que tem causado alguns transtornos e, diz a mesma, praticamente trabalha para pagar dívidas e não compensa todo o esforço.

“Quando comecei a usar o espaço, pagava de renda cerca de seiscentos escudos e hoje, pago quase 10 contos pelo terreno”, conta esta comerciante que na altura pagava 10 mil escudos para ter electricidade.

No entanto, este ano diz que a Electra alterou os preços praticados e paga pouco menos de 20 mil escudos  de electricidade. “Faltam apenas 40 escudos para fazer 20 mil. Fiz o contrato porque já tinha a barraca montada, caso contrário,  não o faria”, critica Maria José, alegando então que a Electra deveria colocar um contador em cada um dos locais em vez de colocar um preço único. Assim cada um ficaria a saber quanto gasta e quanto teria que pagar. “São quinze dias de energia  que nos dão para pagar 20 mil escudos, o que não se justifica”, acrescenta.

Diz que é no negócio que encontra o seu sustento, mas se for apenas para trabalhar e pagar a luz e aluguer do espaço, não consegue sobreviver. Portanto adianta que caso isto aconteça no próximo ano, o mais certo é não montar o seu negócio. Uma opinião partilhada por muitas pessoas com as suas barracas montadas  que consideram   exagerado os preços praticados.

Noutra linha de “negócio”, encontramos um dos mais antigos jogadores de “banca” das festas juninas e que há mais de 40 anos tem a tradição de montar a sua banca todos os anos nesse local.

“Todos os anos estou aqui e nunca falho. É a minha tradição e acredito que sem este jogo, que imprime uma dinâmica diferente ao local, à semelhança do tambor, não haveria muita venda nas barracas, garante Veríssimo  que diz que o jogo de sorte e azar tem acrescentado muito a esta tradição.

  1. João Pedro Monteiro

    ESTAMOS NUM PAÍS DE LADRÕES E BANDIDOS. SOMOS ROUBADOS TODOS OS DIAS PELA ELECTRA, TELECOM, INPS, FINANÇAS..NÃO TEMOS ONDE RECLAMAR, ESTAMOS A VIVER NUM SUFOCO COM SALÁRIOS DE MISÉRIA, SEM CHUVA, SEM ESPERANÇA. É ESTE A ECONOMIA DE FELICIDADES DESSES BANDIDOS DO MPD”!!!!

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