Fábio Ramos: “Representar a ilha de São Vicente é uma grande responsabilidade”

21/06/2019 01:01 - Modificado em 21/06/2019 14:06
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Fábio Ramos, vencedor do concurso de vozes Todo Mundo Canta – Mindelo 2019, nasceu há 28 anos na ilha de S. Nicolau. Desde criança , com apenas dez anos,  passou a residir em S. Vicente. Numa entrevista ao Notícias do Norte, Fábio diz que a sua paixão pela música é algo que não sabe bem explicar mas, é um sentimento que desde criança começou a brotar em si. Na família, que se lembre, não tem ninguém com o dotes para a música.

Notícias do Norte: Como se deu a sua entrada no mundo da música?

Fábio Ramos: Aconteceu, mais ou menos, em 2006-2007, altura em que comecei a acompanhar um grupo de rapazes da zona de Madeiralzinho, onde morava desde que vim para a ilha de São Vicente. Começamos a fazer algumas músicas de Hip-Hop e perceberam que tinha a capacidade de fazer melodia e então comecei a fazer o refrão das músicas. E dali para frente comecei a cantar, a gravar e contactar pessoas para produzir nossos trabalhos. E foi assim! A cada ano, com muito empenho e dedicação,  fui evoluindo, até chegar aqui .

NN: Antes já tinha participado em algum concurso de talentos?

FR: Não. O Todo Mundo Canta foi o primeiro concurso em que participei. Fui feliz ao ser consagrado vencedor desta edição.

NN: Qual foi a sensação de ser o vencedor do TMC Regional Mindelo 2019?

FR: Única. Um turbilhão de emoções. Vencer logo na primeira participação é indiscritível. É uma vitória que vai ficar marcada para sempre na história da minha vida. Fiquei meio que “nas alturas” sem saber o que tinha acontecido, mas foi algo espectacular mesmo.  

NN: Quais são as suas expectativas para o TMC Nacional onde vai atuar ‘em casa’?

FR: Só o facto de representar a ilha de São Vicente é uma grande responsabilidade, mas também de grande orgulho e muita honra, porque passei a maior parte da minha vida aqui nesta ilha. As minhas expectativas não são diferentes das que eu tinha em relação ao TMC Regional. É ganhar. Apesar de não ser só isso que conta, a parte de ganhar mais experiência, da convivência com os outros concorrentes, fazer amizades é importante, mas o objetivo mesmo é ser o vencedor a nível nacional e marcar mais uma etapa na minha vida.

NN: No final do Mindelo interpretaste uma cancão da sua autoria “Katem mi sem bó”. O que te inspirou a compor essa canção?

FR: Na realidade “Katem mi sem bó” foi feito desde 2014, mas nunca cheguei a gravar essa música ou até mesmo dar lhe um nome. O nome surgiu durante o TMC e de certa forma foi graças a ele que acabei por fazer o arranjo e dar o acabamento a esta música.

NN: Tem uma data prevista para o lançamento do single?

FR: A minha intenção era de lançar a música bem antes de participar no concurso. Neste momento a música já esta pronta para ser lançada, o que acontecerá brevemente.

NN: Qual o estilo musical que mais te representa?

FR: As pessoas têm o costume de dizer que eu sou muito versátil, que eu me adapto a vários estilos. No TMC foi-me colocado o desafio de cantar um batuque interpretado por Lura. Eu nunca tinha cantado esse tipo de música. Foi um desafio para tirar-me da minha zona de conforto, com o intuito de ver quais eram os meus limites. Empenhei-me e, creio, interpretei-a da melhor forma possível. No entanto canto vários estilos, mas o meu foco mesmo são ‘músicas de terra’.

NN: O que a música representa para si?

FR: A música representa tudo para mim. É nela que por vezes acabo por mudar o meu humor e a minha disposição. Para isso, basta cantar que tudo passa, ou sair e andar para espairecer, e é nesses momentos que me encontro mais inspirado. Praticamente a maioria das minhas músicas é baseado no meu dia-a-dia, em coisas que eu faço, e que me inspiram para fazer as minhas melodias. É algo que tem de estar no meu dia-a-dia.

NN: Independente do resultado do TMC Nacional, quais são os objectivos para o futuro?

FR: O objectivo é ser reconhecido na música cabo-verdiana, pelo meu talento. O meu objectivo é querer sempre melhorar.

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