As aeronaves de evacuações de emergências reúnem todas as condições de aeronavegabilidade

20/06/2019 23:44 - Modificado em 20/06/2019 23:44

Face a notícias veiculadas esta quinta-feira, 20 de junho, por um órgão de comunicação social, sobre a permuta de aviões que têm como missão as evacuações de emergências e sanitárias em Cabo Verde, o Governo diz que “em nenhuma circunstância colocaria a vida dos cabo-verdianos em risco apenas para fazer um número mediático ou para ganhos de curto prazo”.

Para o executivo, estas são práticas políticas em que o Governo não se revê e muito menos as realiza. “Cumpre, pois, deixar claro que as aeronaves Aviocar são aeronaves criadas pelo fabricante espanhol CASA, entretanto adquirido pela Airbus e integrado na Airbus Militar. Elas foram concebidas desde sempre para operações militares e paramilitares”.

De acordo com o governo, no seguimento do Desenvolvimento Social e Sustentável e enquadrado num programa e numa estratégia de políticas públicas que facilitem a vida dos cabo-verdianos, o Estado assinou um memorando de entendimento para a celebração de um contrato de permuta entre uma aeronave Dornier das Forças Armadas de Cabo Verde e duas aeronaves tipo Aviocar C-212.

E que a aquisição deste tipo de aeronaves vem cumprir um propósito essencial em Cabo Verde pois são veículos indicados para as missões essenciais como evacuações de emergência e sanitárias, busca e salvamento, vigilância marítima, transporte de cargas e material militar.

“É neste espírito de serviço público e resolução de problemas que se enquadra o Projeto de Permuta de Aviões entre a Guarda Costeira e a Empresa Sevenair” e que tem acompanhado de forma próxima e proactiva o cumprimento do memorando estabelecido.

Num comunicado enviado às redações, o Governo diz que no dia 18 de Junho, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, acompanhado pelo Embaixador de Cabo Verde em Portugal, visitou a base aérea militar do Montijo onde verificou in loco os bons trabalhos em curso nas duas aeronaves C-212, que “estão em condições de servir os cabo-verdianos nas melhores condições”.

E também, assegura a mesma fonte que esta visita serviu para confirmar que antes de qualquer serviço que venha a ser realizado pelas aeronaves em Cabo Verde elas reúnem todas as condições de aeronavegabilidade.

Garante ainda que a própria Força Aérea portuguesa tem prestado todo o apoio nesse sentido, sendo a viva garantia de que o Governo está a fazer a opção certa, para as condições concretas do nosso país. “Ainda que alguma dúvida menos honesta possa surgir no espaço público, o Governo deixa bem vincado que em nenhuma circunstância aceitaríamos aeronaves que colocassem de alguma forma a vida dos cabo-verdianos em risco”.

O objetivo é colocar as aeronaves operacionais para efetuarem missões ao serviço do Estado de Cabo Verde no mais curto espaço de tempo possível, esperando que isso venha a acontecer ainda no corrente ano de 2019.

“A urgência prende-se com as necessidades dos cidadãos e do país. Na verdade, a atual aeronave, o Jetstream, que opera em Cabo Verde ao abrigo de um contrato de duração temporária, efetuou já um total de 131 voos, sendo a larga maioria (91) de evacuação sanitária, tendo salvo já a vida de inúmeros pacientes, que é no fundo o objetivo fundamental da missão”.

  1. Carlos Monteiro

    As informações prestadas a proposito das duas aeronaves C-212, salvo devido respeito, mas não tem capacidade técnica apara efeito. Os cabo-verdianos podiam acreditar, se for um técnico de AAC que tem conhecimento quanto a capacidade técnica e operacional de aeronave, mas quando for comunicado de um membro de Governo, os cabo-verdianos têm razão para ficar com duvidas, tendo em conta parcialidade do Sr. que fez comunicado e instituição que representa. Contudo, Deus nos ajuda, sobretudo quem serão socorridos por essas aeronaves.

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