São Vicente: Augusto Neves pede “política externa coerente” para manter contacto com comunidades emigradas

18/10/2022 23:37 - Modificado em 18/10/2022 23:38
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O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, exortou hoje, no Mindelo, à uma “política externa coerente” capaz de ter um espírito de contacto em rede entre as várias comunidades da diáspora.

O autarca fazia o apelo durante a conferência de celebração do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, assinalado hoje, 18 de Outubro, com epicentro em São Vicente.

Augusto Neves relembrou que Cabo Verde é “essencialmente um país de emigrantes”, e com “significativas comunidades cabo-verdianas” espalhadas um pouco por todo mundo, por exemplo na Europa e América, e que “se revelam como um verdadeiro activo para Cabo Verde e no estabelecimento de laços mais aprofundados com os países receptores”.

Por isso, segundo a mesma fonte, é preciso que o Estado cabo-verdiano seja capaz de manter uma “política externa coerente” e ter um espírito de contacto em rede entre as várias comunidades da diáspora.

A defesa e promoção da identidade cultural devem ser feitas, afiançou, através de uma política externa “centrada na concretização de objectivos consensualizados em termos de interesse nacional”.

“Tornar-se pertinente reflectir sobre a dimensão cultural da política externa cabo-verdiana como vector estratégico específico para afirmação de Cabo Verde no mundo”, advogou, acrescentando que as remessas dos emigrantes, a par das ajudas externas e dos investimentos directos estrangeiros, são três fluxos económicos que “combinam e tem tido um papel preponderante na economia do arquipélago”.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que presidiu a cerimónia, apontou o facto do cabo-verdiano desde sempre emigrar seja por “razões existenciais, de sobrevivência” fazendo Cabo Verde ter hoje uma “diáspora de sucesso”. “Uma diáspora que orgulha Cabo Verde, onde despontam individualidades de diversas áreas e diversas profissões”, asseverou o chefe do Governo, para quem a diáspora está “bem integrada” na representação daquilo que é Cabo Verde.

Ulisses Correia e Silva apontou alguns ganhos que permitiram encurtar as distâncias e permitir o contacto com os emigrantes, entre os quais, enumerou, diminuição de tempo de espera para obtenção de passaporte, um “novo modelo de gestão” das pequenas encomendas, aprovação do estatuto do investidor/ emigrante, entre outros.

Entretanto, segundo a mesma fonte, Cabo Verde precisa não só de remessas dos emigrantes em dinheiro, mas também, asseverou, de “remessas de conhecimento, de competências, de pessoas altamente qualificadas” e em sectores como ciência, investigação, academia, artes.

“Este é o grande desafio de fazer com que essa participação seja cada vez mais efectiva”, lançou o primeiro-ministro.

NN/Inforpress

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