Redes sociais vieram trazer maiores responsabilidades aos jornalistas

18/06/2019 14:04 - Modificado em 18/06/2019 14:04
Foto: Inforpress

Para os chefes de redação da Lusa, o jornalismo não está em perigo, antes pelo contrário, “o seu papel é cada vez mais importante, cada vez mais forte”.

Jornalistas especialistas da informação dizem que com a popularidade das redes sociais, onde se encontra a circular diversas informações não põe em perigo o jornalismo, mas, muito pelo contrário, dá mais responsabilidade aos jornalistas.

Para os chefes de redação da agência noticiosa portuguesa (Lusa), Paulo Nogueira e João Pedro Fonseca, as redes sociais fizeram com que a informação circulasse quase que sem controlo o que dá aos jornalistas uma maior responsabilidade.

Isso porque, os jornalistas ficam com a responsabilidade de mostrar às pessoas o que é verdade e o que não o é. 

De acordo com estes profissionais, que estão na Cidade da Praia para ministrar uma formação sobre Jornalismo de Agência aos jornalistas da Agência Cabo-verdiana de Notícias (Inforpress), os jornalistas de agências noticiosas, são marcados pelo rigor. “Somos uma referência para quem consome informação, se sabe que isto é de uma agência é porque é verdadeiro, e é isto que vamos trazer para esta formação”, afirmou Paulo Nogueira.

Sobre o termo “fake news”, citado pela Inforpress, João Pedro Fonseca diz as notícias não são falsas, portanto “fake news” é um termo complicado. “Costuma-se falar em desinformação e a desinformação tem vários motivos, existem vários motivos para se criar essa desinformação, sendo uma delas, politicas com o objectivo de denegrir a imagem de alguém, ou económicas. “Quem coloca essa informação ganha dinheiro com os clicks no Youtube, nas redes sociais, etc, isto é uma motivação financeira”, explica.

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