Mil e seiscentos cães eletrocutados em 2018 na cidade da Praia

18/06/2019 00:59 - Modificado em 18/06/2019 00:59

O vereador da Cultura, Ambiente e Saneamento da Câmara Municipal da Praia, António Lopes da Silva, revelou esta segunda-feira que foram abatidos por eletrocussão 1.600 cães em 2018 e assegurou que o objetivo da autarquia é fazer com que deixe de ser necessário abater esses animais.

Em conferência de imprensa, António da Silva lamentou o que classificou de campanha contra a autarquia e garantiu que a Câmara só captura os animais que vivem em bairros onde não existem campanhas de castração, esterilização e desparasitação, levadas a cabo por uma associação, a custas da autarquia.

Questionado sobre a escolha da forma como os animais são abatidos, António Lopes da Silva disse que a mesma está prevista pela Organização Mundial para a Saúde dos Animais. “É um dos métodos recomendados por essa organização. Mas se as organizações de defesa dos direitos dos animais acharem que há outros métodos, que digam”, avançou o vereador garantindo que estão a trabalhar para acabar com o abate dos animais.

O vereador explicou que os serviços capturam os animais quando estes andam em elevado número pelas ruas e os moradores reclamam do barulho à noite e por receio de serem mordidos. “Quando a população exige, nós vamos e cumprimos. Não somos uma associação dos direitos dos animais. Nós gerimos uma cidade que tem muitos problemas”, sustentou.

Questionado sobre a disponibilidade da Ordem dos Médicos Veterinários de Portugal de ajudar no sentido de apoiar a autarquia numa solução alternativa à eletrocussão, disse que iria transmitir a oferta a uma associação de bem-estar animal com a qual a câmara trabalha na castração e esterilização dos canídeos.”Se encontrarmos um método melhor, é amanhã já. Não queremos matar animais”.

Atualmente, a Câmara Municipal da Praia tem registado 1.045 cães que têm dono, mas vivem na rua. Contra o abate de cães na capital de Cabo Verde, o movimento Comunidade Responsável está a promover uma petição, que conta já com mais de 5.400 assinaturas.

De referir que nos últimos dias, as pessoas têm recorrido às redes sociais, onde de forma veemente têm repudiado e demonstrado todo o seu descontentamento.

  1. Francisco Andrade

    Por favor senhor vereador.
    Dizer que a electrocussao e legal e é recomendado pela Organização da Saúde dos animais, é inadmissível.
    Aguardo um documento desta mesma Organização, para saber se é legal o que proferiu no NN.

  2. Bruno Almeida

    Uma sugestão:
    Apanhar esses cães e distribuir por ordem alfabética por cada uma dessas pessoas contra o abate de cães vadios. Na altura da entrega desses cães deve ser assinado um termo de responsabilidade e colocar um chip electrónico no cão associado a essa pessoa. Assim acaba-se duma assentada os cães vadios e os que reclamam dos cães vadios.

  3. tafu

    É uma tristeza que na cmp só tem assassinos psicopatas não respeitem a vida dos seres vivos.Não estranho se um dia desses a cmp as pessoas que vivem na rua forem electrocutadas porque quem faz em animais faz nas pessoas com toda tranquilidade.

  4. Figueiral

    Esses cães vadios são em muitos países asiáticos utilizados na cozinha verdadeira delicatesse e razão pela qual organisacoees de turismo vem alertando as pessoas para o consumo indevido de carne de cães que na maioria estao doentes.
    Em vez de se limitarem a venda de “canja e pasteis” por uma questão de empreendedorismo deveriam auscultar e explorar este mercado da venda de carne de cães, confeccionado os deliciosos saté’s asiáticos ficando assim o problema resolvido.
    Menos cães, menos desemprego e maior rendimento do capital investido visto que a matéria prima é gratuita e está na rua para quem quiser.

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