‘Crowdfunding’ para defender português investigado por auxílio à imigração duplicou objetivo

17/06/2019 16:20 - Modificado em 17/06/2019 16:20
| Comentários fechados em ‘Crowdfunding’ para defender português investigado por auxílio à imigração duplicou objetivo

A campanha de ‘crowdfunding’ para apoiar a defesa de Miguel Duarte, o português voluntário do navio humanitário “Iuventa” que está a ser investigado pela justiça italiana por auxílio a imigração ilegal, conseguiu já duplicar o objetivo.

A 26 dias do prazo final, a campanha lançada pela plataforma HuBB — Humans Before Borders que pretendia angariar 10 mil euros para apoiar a defesa do estudante português, tinha angariado até às 15:30 de hoje 25.240 euros doados por 1.389 apoiantes, através da página de financiamento colaborativo PPL.

“Surpreendeu-me muitíssimo”, disse à Lusa Miguel Duarte, a propósito da adesão à campanha lançada no dia 07 de junho e que termina às 18:00 do dia 12 de julho.

Miguel Duarte é um dos 10 elementos do Iuventa, um navio pertencente à organização não-governamental (ONG) alemã de resgate humanitário no Mediterrâneo, Jugend Rettetque está a ser investigado em Itália por alegado auxílio à imigração ilegal, um crime que prevê até 20 anos de prisão.

O jovem de 26 anos adiantou que a expectativa que considerou inicialmente realista era de 5.000 euros, mas o objetivo foi alcançado em apenas quatro dias, duplicou em sete e 11 dias depois, já é cinco vezes mais. “Honestamente, não esperávamos tanta solidariedade e tanta ajuda por parte de tanta gente pelo país fora. É uma coisa que nos aquece o coração”, comentou.

Aluno de doutoramento em Matemática do Instituto Superior Técnico, o português começou a colaborar com a ONG alemã em 2016 e participou em quatro missões, (cada uma com uma duração de três semanas), além de ter estado cerca um mês e meio a ajudar nas reparações do navio num estaleiro de Veneza, Itália.

Para o voluntário do Iuventa, o envolvimento de tantos apoiantes nesta campanha “é um sinal claríssimo de que há muita gente atenta a este tema” e que “as pessoas se apercebem de que [a criminalização da ajuda humanitária] é uma questão absurda e política”.

O que está em causa “é mais uma arma política do que uma questão legal”, criticou.

Por Lusa/Panorama

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2020: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.