Boa Vista: Mulheres do norte da ilha criam a Associação TAMBRA

17/06/2019 00:52 - Modificado em 17/06/2019 12:09

A Associação “Tambra” é constituída por 12 mulheres desempregadas e de baixa renda, das 3 comunidades do norte da ilha da Boa Vista (João Galego, Fundo das Figueiras e Cabeça dos Tarrafes) onde realizam a transformação de alimentos e de matérias-primas naturais e cultivo agro-florestal, investindo na produção de chás e ervas aromáticas e medicinais.

O grupo surgiu no ano de 2018 enquadrado no Programa de Desenvolvimento Comunitário, uma das três componentes do Projecto Tartaruga Boa Vista.

O Projecto Tartaruga Boa Vista, para a formação dessa cooperativa realizou uma série de formações, onde essas mulheres receberam capacitações em Saboaria Artesanal e Transformação Agro-alimentar.

Segundo Isaurinda Almeida, assistente da coordenação do projecto e um dos elementos do grupo “Tambra” (nome proveniente de tâmara, fruto bastante comum da ilha), foi o nome escolhido pelo grupo como forma de resgatar e avivar antigas tradições, sendo que antigamente a ilha era conhecida pelas Dunas e Tâmaras.

Até ao momento, a cooperativa tem investido na confecção de produtos artesanais como sabonetes, onde a argila, leite de cabra, babosa (aloé vera), cacto (cactos) tâmaras e o leite de burra são os principais ingredientes dessa produção, uma parte de conservas alimentares onde o grupo dispõe de chutneys e compotas com tomates, cebolas e tâmaras como principais ingredientes, não só mas recentemente o grupo esta a investir na área de cultivo agro-florestal, com vista a produzir chás e ervas aromáticas e medicinais.

Com pouco tempo de existência o grupo já participou em vários eventos sendo dois na Ilha de Santiago nomeadamente (WASAG – Fórum internacional de escassez de água na agricultura e AME- Atlantic Music Expo) e quatro na ilha da Boavista. Duas na zona Norte onde surgiu o grupo e duas na cidade de Sal Rei.

“ A experiência em participar nesses eventos e feiras está a ser bastante interessante, no sentido de permitir ao grupo trocar e ampliar conhecimentos, assim como conhecer a dinâmica que reina nesses meios” assegurou Isaurinda.

Para o futuro, São vicente é apontado por Isaurinda Almeida como um dos próximos destinos para uma exposição do grupo, mas a mesma afirma que estão a espera de um momento propício para esta digressão.

A cooperativa já fornece seus produtos para as lojas da ilha da Boavista, Praia e do Sal, embora Almeida defende que o objectivo é atingir todo o mercado nacional e a médio prazo alcançar o mercado internacional.

A mesma salienta ainda que o balanço tem sido positivo e que com pouco tempo de existência a aderência do público e aceitação dos produtos do “Tambra” no mercado ultrapassam as expectativas esperadas.

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