Morte de cães na cidade da Praia por electrocussão gera indignação nas redes sociais

17/06/2019 00:37 - Modificado em 17/06/2019 00:38
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De acordo com o jornal português O Público, as autoridades cabo-verdianas têm vindo a matar cães com choques eléctricos. Um cenário que despoletou a indignação na rede social Facebook, onde os internautas repudiam este ato. Mas há, também, quem defenda tal prática da edilidade praiense.

Segundo a mesma fonte, os cães vadios capturados pelos serviços municipais da Cidade da Praia estão a ser mortos por electrocussão na lixeira municipal, um método criticado por organizações da sociedade civil que acusam a câmara de ignorar os esforços para “o controlo sustentável e humanizado da população canina”. Por sua vez, a CMP diz ser legal a morte de cães vadios por electrocussão.

Quem também mostra-se agastado com esta situação são os internautas que tem recorrido em massa à rede social Facebook, para expor a sua indignação e lamentar a forma como a autarquia da capital, tem procedido para resolver a problemática do aumento de cães a deambularem pelas ruas da cidade. Um ato que muitos asseguram ser desumano e de muita barbaridade, e questionam se esta é a melhor solução para resolver o problema. 

“Há outras formas de resolver isso. O que estão fazendo é desumano, porque são seres vivos como nós e são os nossos melhores amigos. Deviam criar leis para punir quem os abandona. Isso é um crime e uma crueldade contra os melhores amigos do homem. Há outras soluções. Quem maltrata os animais não pode ser um bom ser humano” escreve Teodora Rodrigues.

Por sua vez, o internauta que responde por Budja Thiago, repudia veemente esta situação e deixa como sugestão a solução usada em São Vicente, onde é feita a castração a longo prazo e que ao seu ver tem surtido efeito, registando-se uma diminuição significativa do números de cães vadios pelas ruas da ilha.

A larga maioria reprova e repudia esta iniciativa tomada pela edilidade praiense para resolver o problema de cães vadios nas ruas da capital. Por outro lado alguns posicionam-se a favor desta acção. É o caso de Helena Santos, que diz que estão fazendo o certo, afirmando que a edilidade sanvicentina deveria implementar o mesmo método em São Vicente, para que seja possível ter uma cidade limpa e segura.

 No entanto decorre uma petição nas redes sociais, para tentar chegar aos 5000 mil assinantes, por forma a recorrer a instâncias superiores para que sejam encontradas outras formas para resolver a questão dos cães vadios.

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