Arquiteto santantonense abraça arte urbana para a conscientização

14/06/2019 00:57 - Modificado em 14/06/2019 00:57
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O jovem arquiteto santantonense Délio Leite, encontra-se em digressão pelas ilhas de Cabo Verde, onde tem levado a sua arte a fachadas de escolas, ruas, recintos desportivos, criando cenários com o intuito de levar as pessoas a terem uma reflexão sobre a preservação do meio ambiente.

Délio Leite, ao NN começa por dizer que, estes trabalhos enquadram-se dentro da ideia de um projeto que tinha em conjunto com um amigo de Santo Antão em 2015, mas que infelizmente, devido a falta de apoios, ficou-se apenas na aquisição de tintas.

Nesta altura encontra-se numa viagem pelas ilhas de Cabo Verde, onde já realizou intervenções em São Vicente, Boa Vista e na cidade da Praia, onde se encontra neste momento.

Um dos projetos que se destacou nos vários trabalhos feitos recentemente, foram as pinturas em 10 escolas da ilha da Boa Vista, a pedido de Fundação Tartaruga, que teve como tema a proteção da biodiversidade e que teve uma grande repercussão a nível nacional, pelo impacto que teve. 

O jovem conta que por onde tem passado, tem recebido um bom feedback o que é “muito gratificante e motivador”, para continuar a embelezar as nossas ruas, casas, e cidades, porque isso encaixa perfeitamente nas coisas que quer fazer. Um trabalho que segundo o mesmo, não faz apenas pela remuneração, mas sim utilizar a arte urbana para ajudar a melhorar a condição de vida das comunidades cabo-verdianas.

“A parede tem que ter uma função, e não ser apenas estético. Vai ficar mais bonito, mas ele terá a função de levar as pessoas a refletirem, quando olham para ela. Por isso, tem que ter um impacto comunitário, fazer com que as pessoas cuidem dela, e criar um espirito de embelezamento daquela localidade por parte de moradores. Portanto, mais importante na arte urbana, não é a técnica, mas sim o impacto” reitera.

O mesmo afirma que, nesta sua empreitada quer essencialmente ajudar na consciencialização da população e decisores do nosso país, para a necessidade de cuidar do nosso habitat. “Portanto, onde que eu for e sentir-me bem, faço questão de deixar o meu contributo como forma de retribuição” ressalva.

Neste momento, assegura que vai abraçar conjuntamente com outros artistas de Santo Antão, uma série de pinturas em murais, tanto em São Vicente como na cidade da Praia. A ilha do Sal juntamente com a ilha Brava são as ilhas que podem seguir-se a Santiago. Tem recebido alguns convites, mas isso depende das ligações Inter-Ilhas, o que tem sido um dos principais entraves nas deslocações.

Nesta sua caminhada, elucida que a força de vontade e o amor que tem pela arte nunca irão faltar. Deixando ainda um agradecimento especial para a sua prima Carla Corsino, por diversas razões. 

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