Erros nas provas nacionais: PAICV diz que é escândalo, Governo diz que são gralhas

13/06/2019 23:45 - Modificado em 13/06/2019 23:45

O PAICV considera mais um escândalo nacional, enquanto o governo diz que não passa de uma gralha como acontece em qualquer parte do mundo onde o sistema funciona.

Um erro numa grelha de correção da Prova Geral Nacional, PGN, da disciplina de Matemática, foi denunciado esta quinta-feira, 13, durante o período de Questões Gerais, na Assembleia Nacional.

De relembrar que em 2017, uma situação nos livros de matemática levantou forte debate sobre a questão e até houve demissões, na polémica que ficou conhecido como o caso “matimatica”.

A denúncia foi do PAICV e pede a responsabilização da ministra da Educação pelos erros detetados pelos professores nas provas de Língua Portuguesa e Matemática para os alunos 12º ano de escolaridade, provas elaboradas por uma equipa da Direcção Nacional de Educação. Os professores detetaram os erros na grelha de correção.

O deputado José Sanches, considerou que este é mais um escândalo a nível nacional que afecta o sistema educativo nacional, “situação essa que o Governo quer normalizar e fingir que não entendeu”.

De acordo com o deputado, citado pela Inforpress, a situação é mais grave ainda, uma vez que os professores que detetaram e corrigiram os erros estão com medo de sofrer represálias por parte do Ministério da Educação.

Por isso, apela a estes profissionais a continuarem a fazer o seu trabalho e pede que a equipa da Direcção Nacional de Educação “seja responsabiliza pelos seus actos”.

No seu entender, a responsabilidade é do Governo e do Ministério da Educação que permitiu a sua equipa nacional enviar provas e grelhas de correção com erros, e disse esperar que o grupo parlamentar do (MpD-poder) tome uma posição crítica sobre esta questão e os culpados responsabilizados.

Da parte do Governo, o ministro de Estado, Fernando Elísio Freire, disse que o deputado do PAICV “está a tentar tirar o proveito político desta situação”, justificando que em todos os países do mundo há falhas e gralhas nas provas e que a correção é feita nos momentos adequados.

“As provas com erros e que estavam no terreno foram detetadas e imediatamente os professores deixaram de as utilizar, o que quer dizer que o sistema funcionou e bem”, considerou o governante.

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