MAI admite que desaparecimento de crianças exige reflexão

13/06/2019 00:31 - Modificado em 13/06/2019 00:31
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O ministro da Administração Interna , Paulo Rocha, admitiu  no parlamento que o desaparecimento de pessoas, particularmente de crianças, obriga a uma reflexão profunda sobre a complexidade deste tipo de crime.

“Estamos conscientes de que a sociedade cabo-verdiana se preocupa cada vez mais com um outro tipo de criminalidade, cuja prevenção estritamente policial é difícil, exigindo-lhe efetivamente reação qualificada, isto é, qualidade na capacidade investigativa”, afirmou Paulo Rocha, no início da primeira sessão parlamentar deste mês.

Sublinhando que Cabo Verde é hoje “um país mais seguro”, o ministro disse que situações como o desaparecimento de crianças “exige mais das autoridades, mais da polícia de investigação, mais do Ministério Público, mais dos cidadãos, muito mais da classe política”.

A 03 de fevereiro de 2017, duas crianças que terão agora 10 e 12 anos, desapareceram na cidade da Praia, após saírem de casa para comprar açúcar, caso que abalou a sociedade cabo-verdiana.

“As instituições policiais nacionais estão, como sempre estiveram, totalmente comprometidas em poder trazer tranquilidade e paz de espírito a todos nós, face à inquietude que os crimes mais graves trazem, ao sofrimento que os familiares das vítimas vivem diariamente”, prosseguiu.

E ressalvou que tais casos “não devem dar espaço ao discurso do medo, da tragédia, da desesperança”.

Segundo o ministro, os dados relativos aos primeiros cinco meses deste ano apontam para uma “diminuição de ocorrências criminais”, tanto de crimes contra as pessoas como de crimes contra o património.

“Temos menos ocorrências de violência baseada no género, menos roubos, menos ofensas à integridade física”, afirmou, sem contabilizar.

Em relação aos homicídios, o governante indicou uma tendência “estável” em relação ao ano passado, verificando-se o mesmo número de casos do que nos primeiros cinco meses de 2018.

Em 2018 registou-se uma redução na ordem dos 37%, equivalente a menos um caso que em 2017, ano em que a redução havia já sido de 39%, equivalente a 39 homicídios.

Segundo Paulo Rocha, registou-se “uma diminuição de ocorrências em 2019 superior a 20% em relação ao período homólogo, em cinco das nove ilhas do país, em 13 dos 22 concelhos”.

“As ilhas do Sal, da Boavista, de São Vicente, bem como os concelhos da Praia, Santa Cruz, Santa Catarina, São Miguel, Tarrafal de São Nicolau e São Salvador do Mundo são exemplos claros de uma redução, que vai deixando de poder ser considerada de circunstancial”, prosseguiu.

 Fonte: Lusa

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